A RENÚNCIA AO PECADO

A renúncia ao pecado é nossa resposta ao amor de Deus por nós.

Deus nos ama incondicionalmente; estejamos em pecado ou em graça, Ele nos ama. Não precisamos nem devemos esperar ser livres de pecado para procurarmos a intimidade com Deus: Ele nos quer neste exato momento, agora mesmo, na situação em que estivermos.
 
    Não poucas pessoas têm receio de continuar em pecado, mesmo depois de fazer a Consagração Total. Outras passam por um sofrimento enorme ao se verem caindo nos mesmos pecados graves, já costumeiros, a poucos dias de se consagrarem.
 
 
     O receio de cair em pecado é inútil, pois, enquanto vivemos neste mundo, sempre cairemos em pecado! É verdade que não queremos pecar. Com a graça divina e nosso esforço em perseverar no bem, os pecados deverão ser cada vez menos graves, até serem involuntários; porém sempre seremos pecadores enquanto estivermos neste mundo. Quanto a isso, portanto, não nos enganemos: mesmo sem querer pecar, cairemos em pecado: o importante é fazermos todo o possível para evitá-lo. Deus, que conhece nosso coração e nossas intenções a fundo, irá nos curando dos pecados mais graves, pela intercessão de Maria Santíssima.
 

    Quanto ao sofrimento pelo pecado cometido, ele é já um sinal de nosso arrependimento, porque temos consciência de ter magoado Aquele que mais nos ama. Tenhamos ânimo nessa situação, contemos com a Misericórdia de Deus, indo nos confessar o mais rápido possível. Deus sempre perdoa o pecador sinceramente arrependido. Ele é o Pai pródigo de amor (isto é, que derrama com abundância Seu amor), que corre ao encontro do filho que esbanjou Seus bens (Suas graças) mas que volta à casa, arrependido: “Pequei contra o Céu e contra ti...” Sintam o abraço amoroso do Pai que espera ansioso por nossa volta!

 

    Outro ponto: tentação não é pecado. A tentação, dizem alguns, é como um passarinho que fica voando ao redor de nossa cabeça; só não podemos permitir que ele faça “ninho”! Temos pensamentos ruins, sonhos estranhos, ouvimos conversas nem sempre saudáveis, porém não devemos permitir que criem raízes em nossa imaginação. Dar atenção à tentação e diminuir a gravidade do pecado, são enganos perigosos nos quais não devemos cair. Pensar: “faço isso, depois me confesso” - já é um pecado, pois é contar com o perdão de Deus mas desejando cometer o pecado! Isso é ser insensato: se queremos o perdão de Deus, não queremos cometer pecados e nos arrependemos dos que já cometemos.

 

    Ao contrário do que o mundo nos sugere, a preocupação em não cair em pecado é libertadora. O pecado é que se torna um laço para nós, pois um pecado chama outro e mais outro, e ficamos como alguém que tenta correr na areia movediça: afundamos cada vez mais!

 

    Deus não nos fez para o pecado. Sempre que nos depararmos com uma tentação, seja uma imagem na TV, em revistas, um texto no jornal, uma conversa, lembremo-nos disso: Deus não nos fez para o pecado... Porque o pecado aprisiona, e Deus nos fez livres!

 

    Uma amiga, em seu caminho de conversão, perguntou em um grupo de oração: o que é pecado? A resposta foi algo assim: “você descobrirá isso em seu coração”. Resposta curiosa! Pois poderiam ter feito uma lista de pecados e suas conseqüências espirituais, morais e materiais, mas não! Responderam com base no que o próprio Jesus disse: é o Espírito Santo (o Paráclito) que nos convence a respeito do pecado. Vamos conferir essa passagem no Evangelho segundo João, capítulo 16, versículos 7 a 11 (Jo 16, 7-11):

 

7Entretanto, digo-vos a verdade: convém a vós que eu vá! Porque, se eu não for, o Paráclito não virá a vós; mas se eu for, vo-lo enviarei. 8E, quando ele vier, convencerá o mundo a respeito do pecado, da justiça e do juízo. 9Convencerá o mundo a respeito do pecado, que consiste em não crer em mim. 10Ele o convencerá a respeito da justiça, porque eu me vou para junto do meu Pai e vós já não me vereis; 11ele o convencerá a respeito do juízo, que consiste em que o príncipe deste mundo já está julgado e condenado.

 

ANE Brasil