A VERDADEIRA FACE DE JESUS

A VERDADEIRA FACE DE JESUS

JESUS É O AMOR E A MISERICÓRDIA

Que todas as almas saibam a que ponto Meu Amor as procura as deseja e as espera para enchê-las de felicidade.

Sou o Amor! O Meu Coração não pode mais conter a Chama que O devora. Amo a tal ponto as almas que dei a Minha vida por elas. Por amá-las, quis ficar prisioneiro no Sacrário. Desde há mais de vinte séculos, estou ali, de noite e de dia velado sob as espécies do pão, oculto na pequenina hóstia, suportando por amor, o esquecimento, a solidão, os desprezos, as blasfêmias, os ultrajes, os sacrilégios.

Por amor as almas, quis deixar-lhes o Sacramento da Penitência, a fim de lhes perdoar, não uma vez ou duas, mas tantas vezes quantas tiverem necessidade de recuperar a graça. É ali que as espero; ali desejo que venham lavar as suas faltas, não com água, mas no meu próprio Sangue.

No decurso dos séculos, tendo revelado de diferentes modos o Meu Amor aos homens: tenho-lhes mostrado quanto Me consome o desejo de Sua salvação.

... Desejo que creiam na Minha Misericórdia, esperem tudo da Minha bondade e não duvidem nunca do Meu Perdão.

Sou Deus, mas Deus de Amor! Sou Pai, mas Pai que ama com ternura e não com severidade. Corro no encalço dos pecadores como a justiça no encalço dos criminosos; mas a justiça os procura para castigá-los e Eu para lhes perdoar.

Quero perdoar. Quero reinar. Quero perdoar às almas e às nações. Quero reinar sobre as almas, sobre as nações e sobre o mundo inteiro. Para apagar a sua ingratidão, derramarei uma torrente de Misericórdia. Para reinar, começarei derramando Misericórdia, pois Meu Reino é de Paz e de Amor.

SOU A SABEDORIA E A FELICIDADE. SOU O AMOR E A MISERICÓRDIA.

 

    O verdadeiro significado da Misericórdia Divina

O verdadeiro significado da Misericórdia Divina não consiste apenas no olhar ainda que este seja o mais penetrante e o mais cheio de compaixão com que se encara o mal moral físico ou material. A Misericórdia manifesta-se com a sua fisionomia verdadeira e própria quando reavalia promove e sabe tirar o bem de todas as formas de mal existentes no mundo e no homem. Assim a misericórdia constitui o conteúdo fundamental da mensagem messiânica de Cristo e a força constitutiva da sua missão. Assim também entendiam e praticavam a misericórdia os discípulos e seguidores de Jesus Cristo. A misericórdia nunca deixou de manifestar-se nos seus corações e nas suas obras como numa comprovação especialmente criadora do amor que não se deixa “vencer pelo mal”, mas vence “o mal com o bem” (Romanos 12,21). Assim devemos ser como seguidores de Jesus Cristo e dos Seus ensinamentos: De todo mal que nos acontece tirar um bem e nunca vencer o mal pelo mal,mas sempre...sempre...vencer o mal com o bem.

  A Misericórdia foi revelada na Cruz e na Ressurreição

A Cruz é o modo mais profundo de a divindade se debruçar sobre a humanidade e sobre tudo aquilo que o homem – especialmente nos momentos difíceis e dolorosos – considera o seu próprio destino infeliz. A Cruz é como que um toque do amor eterno nas feridas mais dolorosas da existência terrena do homem é o cumprir-se cabalmente do programa messiânico que Cristo um dia tinha formulado na Sinagoga de Nazaré (Lucas 4, 18-21) e que repetiu depois diante dos enviados de João Batista (Lucas 7,20-23). Segundo as palavras escritas havia muito tempo na profecia de Isaías (Isaías 35,5 – 61,1-3) este programa consistia na revelação do amor misericordioso para com os pobres, os que sofrem, os prisioneiros, os cegos, os oprimidos e os pecadores. No mistério pascal superam-se as barreiras do mal multiforme de que o homem se torna participante durante a existência terrena. Será somente na realização escatológica e na definitiva renovação do mundo que o amor vencerá em todos os eleitos os germes mais profundos do mal, produzindo como fruto plenamente maduro o Reino da vida, da santidade e da imortalidade gloriosa. O fundamento desta realização escatológica está já contido na Cruz de Cristo e na Sua Morte.

O fato de Cristo “ter ressuscitado ao terceiro dia” (1 Coríntios 15,1) constituí o sinal que indica o remate da missão messiânica, sinal que coroa toda a revelação do amor misericordioso no mundo, submetido ao mal. Tal fato constitui, ao mesmo tempo, o sinal que preanuncia “um Novo Céu e uma Nova Terra” (Apocalipse 21,1), quando Deus “enxugará todas as lágrimas dos seus olhos; e não haverá mais morte, nem pranto, nem gemidos, nem dor, porque as coisas antigas terão passado” (Apocalipse 21,4).

Na realização escatológica, a misericórdia revelar-se-á como amor, enquanto que na temporalidade, na história humana, que é conjuntamente uma história de pecado e de morte, o amor deve revelar-se, sobretudo como misericórdia e ser exercido também como tal. O Programa messiânico de Cristo, tão impregnado de misericórdia, torna-se o programa de Seu Povo, da Igreja. No centro deste programa está sempre a Cruz; enquanto não passarem as coisas antigas, conforme Apocalipse 21,4; porque nela a revelação do Amor Misericordiosos atinge o seu ponto culminante.

Em todo o programa messiânico de Cristo, em toda esta revelação de misericórdia mediante a Cruz, poderia ser mais respeitada e elevada a dignidade do homem, dado que este beneficiando da misericórdia, é também, em certo sentido, aquele que, ao mesmo tempo, “exercita a misericórdia”. Não é acaso esta a posição que toma Cristo em relação ao homem quando diz: “Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos... foi a Mim que o fizestes” (Mateus 25,40). As palavras do Sermão da Montanha “-Bem aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia (Mateus 5,7). Constituem, em certo sentido, uma síntese de toda a Boa Nova, de todo o “admirável intercâmbio” nela contido, que é uma lei simples, forte e ao mesmo tempo “suave” da própria economia da Salvação. Estas palavras do Sermão da Montanha, mostrando desde o ponto de partida as possibilidades do “coração humano” (Ser misericordiosos), revelarão talvez, segundo a ,mesma perspectiva, o profundo mistério de Deus: isto é, aquela imperscrutável unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, em que o amor, contendo a justiça, dá origem à misericórdia, a qual,por sua vez, revela a perfeição da Justiça.

Uma forma de culto à Misericórdia Divina, que lembra a Paixão de Jesus, é a recordação da hora em que se deu a morte redentora na Cruz. É a hora do último suspiro; hora em que o pensamento de Cristo se eleva, mesmo no momento do golpe da lança no Seu peito fazendo jorrarem “Sangue e Água como fonte de Misericórdia para nós”. É a hora na qual o Reino de Deus foi aberto para cada homem, como ao ladrão arrependido.

Hoje, Jesus reside como Rei de Misericórdia, nos Sacrários, na Divina Eucaristia. E nos convida a mergulhar nesta Piscina Sacra do Preciosíssimo Sangue e Água, através do arrependimento, da contrição, dos Sacramentos da Confissão-Penitência. E, assim, desde já no Sacramento da Santíssima Eucaristia quer vir e reinar em nossas almas, como Rei Único e Soberano.

E nós, desde já aqui na terra poderemos clamar: “Senhor! Não se esqueça de mim quando entrar no Vosso Reino”, e ouvir: “Hoje mesmo, estarás Comigo no Paraíso...”.

Felizes são estes cujo destino é o mesmo do ladrão-arrependido.

                                                           Solange