CORPUS CHRISTI - A instituição da Eucaristia

Para quem já esqueceu o Latim: Corpus Christi significa O Corpo de Cristo.

No dia santo de Corpus Christi, a Igreja comemora a Instituição da Eucaristia, por Nosso Senhor Jesus Cristo.

 Nosso Senhor instituiu a Eucaristia na Última Ceia, na 5ª feira que antecedeu à sua tortura e assassinato, mas a Igreja não poderia festejá-la nesta data, é claro, e por isto, escolheu a 5ª feira depois da festa da Santíssima Trindade ou o 2º Domingo depois de Pentecostes.

 O dia santo de Corpus Christi foi instituído pela Igreja, em resposta às heresias de Berengário de Tours, que mentia, negando a presença real de Cristo, na Eucaristia. Todo católico deve ser instruído sobre a Verdade de que, quando o sacerdote consagra a hóstia e o vinho, eles passam a ser o Corpo e o Sangue de Cristo, pois acontece um fenômeno que é invisível aos olhos, chamado Transubstanciação. Sem Consagração, nem há Missa!

A adoração ao Santíssimo Sacramento só deve ser feita de maneira totalmente respeitosa. Na gravura, freiras em respeitosa adoração ao Santíssimo Sacramento.

O Corpo de Cristo só deve ser recebido pelas pessoas que estiverem sem pecado Mortal, ou seja, em Estado de Graça. Quem recebe o Corpo de Cristo em Pecado Mortal, recebe sua própria Condenação.

Ninguém deve se revoltar contra a Igreja porque Ela não aprova recebermos o Corpo de Cristo com a alma impura. A Igreja não está fazendo nada mais do que transmitir um item da Verdade Revelada por Deus, aos homens: I Cor 11,26-34.

Com quem Cristo será mais benevolente no Juízo Particular: com quem peca porque “a carne é fraca”, mas, manso e humilde em relação à Doutrina, não pretende que Ela mude, para se adaptar ao seu caso? Ou com a pessoa que peca dizendo que não está pecando, e quer que a Doutrina mude, para se adaptar ao seu caso?

Um dos maiores adoradores de Jesus Eucarístico (Jesus Cristo presente de fato na Hóstia Consagrada), foi São Pedro Julião Eymard, fundador da Congregação dos Padres do Santíssimo Sacramento e das Servas do Santíssimo Sacramento. São dele as seguintes palavras:

"Nosso Senhor quer suscitar em nós um amor apaixonado por Ele. Toda virtude ou pensamento que não se torne por fim uma paixão, jamais produzirá algo de grande. (...) O amor só pode triunfar se for em nós uma paixão vital. Sem isso, podemos produzir atos isolados de amor, mas nossa vida não é ganha nem doada. (...)

 "Para ser uma paixão, nosso amor deve seguir as leis das paixões humanas. Refiro-me às paixões honestas, naturalmente boas; pois, em si mesmas, as paixões são indiferentes. Fazemo-las más quando as dirigimos para o mal. Depende só de nós utilizá-las para o bem.

"Quando a paixão domina um homem, concentra-o. Determinado homem quer chegar a uma certa posição honrosa e elevada. Só trabalhará para isto, mesmo que tome dez ou vinte anos, não importa. `Chegarei lá', diz ele. Concentra nisto sua vida. Tudo fica reduzido a servir a este pensamento ou desejo. Deixa de lado tudo o que não o conduza a seu objetivo. (...) Eis como se chega, no mundo, ao que se deseja.

"Essas paixões podem tornar-se más, e ai! muitas vezes não são mais que crime contínuo. Mas, enfim, podem ser e são ainda, em si mesmas, honoríficas.

 "Sem uma paixão, nada alcançamos. Vivemos sem objetivo, arrastando uma vida inútil. Pois bem, na ordem da salvação, é preciso ter também uma paixão que nos domine a vida e a faça produzir, para a glória de Deus, todos os frutos que o Senhor espera. Amai tal virtude, tal verdade, tal mistério apaixonadamente. Devotai-lhe vossa vida, consagrai-lhe os vossos pensamentos e trabalhos. Sem isso, nada alcançareis, sereis apenas um assalariado que trabalha por empreitada, jamais um herói! (...)

 "Olhai os santos. Seu amor os transporta, faz sofrer, abrasa-os; é um fogo que os consome, despende as suas forças e acaba por lhes causar a morte. Mas uma morte feliz! Entretanto, se não chegamos todos a este ponto, podemos pelo menos amar apaixonadamente a Nosso Senhor, e deixar que nos domine seu amor (...).

 "Mas poderíamos dizer: `Somos então obrigados a amar assim?' Bem sei que o preceito de amar deste modo não está escrito. Não é preciso! Nada o diz, mas tudo o clama: esta lei do amor está em nosso coração. (...)

 "Alguns dirão: `Mas isto é exagero!' Mas o que é o amor senão o exagero? Exagerar é ultrapassar a lei. E o amor deve exagerar" (S. Pedro Julião Eymard, La Divine Eucharistie).