MAIS UMA HERESIA - Sacerdócio para as mulheres

Jesus disse a Seus discípulos: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rezai pois para que o Senhor da messe envie trabalhadores para Sua messe.” (São Lucas 10, 2)

 1 - Jogando fora a Mansidão e a Humildade para com a Igreja; deixando a Inveja do privilégio do Sacerdote de celebrar Missa, inundar seus corações; deixando o Orgulho levá-las a esquecer a nossa sublime obrigação de obedecer à Sagrada Tradição, à Sagrada Escritura e ao Sagrado Magistério, muitas pessoas revolucionárias acham que, se a Igreja abolir o Celibato Clerical, trabalhadores vão acorrer aos milhares para a messe do Senhor...
 
Pior ainda: muitas pessoas revolucionárias acham que, se a Igreja liberar o Sacerdócio para as mulheres, vamos ter “trabalhadoras” à-vontade...
 
 
 
 O Papa pode errar, e muitos já cometeram grandes erros.

Mas, o Papa é infalível quando fala em questões de Fé e de Moral. Ou seja: quando faz pronunciamentos ex cathedra.

Como pronunciamento ex cathedra, Sua Santidade João Paulo II fez publicar a Carta Ordinatio Sacerdotalis, contendo a proibição de ordenação sacerdotal de mulheres.

 “Para que seja excluída qualquer dúvida em assunto de máxima importância, que pertence à própria constituição da Igreja divina, em virtude do meu ministério de confirmar os irmãos (Lc 22,32), declaro que a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e que esta sentença deve ser considerada como definitiva por todos os fiéis da Igreja.”
 
2 – A Igreja não é, portanto, uma entidade que muda sua Doutrina e suas leis de acordo com a opinião pública. Ela não pode fazer isso, pois age de acordo com a Verdade Revelada por Deus.
 
Mas digamos que o Papa se tornasse um antipapa e autorizasse a abolição do celibato clerical e a ordenação de mulheres: os “trabalhadores” e “trabalhadoras” poderiam até aumentar, mas,... quantos e quantas seriam realmente vocacionados para o Sacerdócio?!... Quantos e quantas conseguiriam distribuir seu tempo corretamente entre a família, os compromissos domésticos, os compromissos sociais e a Igreja?!...

Sem vocação e sem tempo para a Igreja, os “trabalhadores” estariam apenas prejudicando a Igreja...

 2.1 - Hoje, toda novidade ganha logo um número quase infinito de adeptos. Imagine se a novidade fosse “padre pode casar e mulher pode ser padre”... Quantos acorreriam à Igreja, mas sem nenhuma Vocação?!...
 2.2 - Se hoje muitos jovens procuram os seminários por um motivo ou por outro que não é, de jeito nenhum, a Vocação;

se hoje cantores se inserem na Igreja como sacerdotes ou leigos, para terem um público cativo;

se hoje os sacerdotes não têm tempo de ir dar uma Unção dos Enfermos porque têm reuniões com as incontáveis associações (pastorais, Encontros, Comunidades, Grupos, etc...), ou mesmo porque vão comparecer a compromissos profanos ou até mundanos;

se hoje a mulher tornou-se uma mãe, uma esposa, uma dona de casa muitíssimo menos dedicada à sua missão, porque trabalha fora, estuda, freqüenta academias, aulas de dança, etc, e ainda tem que comparecer a almoços, chás, happy hours, jantares, etc, com as amigas;

2.3 - certamente a existência de padres casados e de “padras” seria um fator autodemolidor para a Igreja.

Sabemos que os Revolucionários não conseguirão demolir a Igreja, Cristo A salvará, isto Ele nos garantiu; mas temos a Obrigação de defendê-LA desses revolucionários, praticando a Contra-Revolução.
 
3 - A Contra-Revolução se fundamenta:

na Mansidão e na Humildade para com a Igreja, Sua Doutrina e Suas leis;

na falta de Inveja dos privilégios do Sacerdotes;

e na falta do Orgulho de achar que minha opinião é melhor que a Sagrada Tradição e a Sagrada Escritura, e que eu sei mais que o Sagrado Magistério. 

 A Revolução é Pecado contra o Espírito Santo, uma vez que contraria a Verdade Revelada por Deus, na qual se baseiam a Doutrina e a Legislação da Igreja.
 
4 – A falta de vocações resolver-se-ia com o retorno ao Sagrado, retorno da Espiritualidade, da Beleza, da Hierarquia, nas igrejas.
 

Também contribui para diminuírem as vocações, o fato de mulheres ajudarem a Missa.

A sagrada tarefa de ajudar a Missa é um incentivo às vocações, por isto deveria ser somente masculina.

 

Ana Ligia