NOSSO MODO DE AGIR E DE VESTIR - Em que nos baseamos

NOSSO MODO DE AGIR E DE VESTIR - Em que nos baseamos

A ROUPA QUE USAMOS DEVE SER CONDIZENTE COM O SAGRADO -
Dom Eugenio Sales recorda que locais de culto bem cuidados são eficazes meios de evangelização.

O Cardeal Eugenio de Araújo Sales afirma que nas mais diversas religiões existe o lugar sagrado e, «quem nele entra, deve fazê-lo do modo de agir e de vestir condizente com o Sagrado».

Para além disso, recorda o arcebispo emérito do Rio de Janeiro, «em uma igreja católica acresce uma observância de regras mais exigentes, pois nossa fé nos ilumina com a presença real no Sacrário, em cujo interior está a Eucaristia, Jesus Cristo vivo sob as espécies sacramentais».

Dom Eugenio Sales teceu considerações sobre o decoro nos lugares sagrados em mensagem aos fiéis difundida sexta-feira passada pelo site de sua arquidiocese.

O arcebispo emérito faz observações apontando especialmente este período de Festas, em que as igrejas recebem muitos visitantes em locais turísticos.

O cardeal Sales cita palavras de São Josemaria Escrivá, quando o fundador do Opus Dei recordava-se de como as pessoas se preparavam para comungar.

«Havia esmero em arrumar bem a alma e o corpo. As melhores roupas, o cabelo bem penteado, o corpo fisicamente limpo, talvez até com um pouco de perfume. Eram delicadezas próprias de gente enamorada, de almas finas e retas, que sabiam pagar Amor com amor», dizia o santo.

São Josemaria afirmava ainda: «Quando na terra se recebem pessoas investidas de autoridade, preparam-se luzes, música e vestes de gala. Para hospedarmos Cristo na nossa alma, de que maneira devemos preparar-nos?»  (Homilias sobre a Eucaristia).

Dom Eugenio cita também o novo "Catecismo da Igreja Católica", que adverte: «A atitude corporal - gestos, roupa - há de traduzir o respeito, a solenidade, a alegria deste momento em que Cristo se torna nosso hóspede» (n. 1387).

Segundo o arcebispo emérito, mesmo os que não pertencem à Igreja Católica sentem-se na obrigação de uma postura adequada nos locais sagrados «pelo mais elementar bom senso».

«Em nossos dias - destaca Dom Eugenio -, de maior movimentação pelo turismo, é importante não esquecer a diferença existente entre a visita a uma pinacoteca e ao lugar sagrado em si mesmo e, particularmente, durante a celebração litúrgica.»

Dois aspectos são imprescindíveis, recorda o arcebispo: o silêncio e o vestuário.

«O acolhimento aos que desejam entrar nas igrejas ou capelas não exclui a observância de certos requisitos por respeito ao sagrado e o clima espiritual a ser mantido», afirma.

O cardeal cita, no Rio de Janeiro, locais de intensa movimentação turística, como a capela no Santuário Cristo Redentor do Corcovado, a Catedral e igrejas próximas à orla marítima.

«Não só durante as celebrações litúrgicas, as razões valem para quem tem fé, mas também por qualquer visitante em respeito ao lugar sagrado. Na entrada costuma haver advertências aos menos avisados sobre as exigências decorrentes da nossa fé. A observação das mesmas, poupa eventuais aborrecimentos», afirma.

Segundo Dom Eugenio Sales, «os lugares de culto, bem cuidados, são eficazes meios de evangelização».

Por Alexandre Ribeiro