OS DEZ MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS

O  mundo atual exprime suas idéias e pensamentos fora da ordem estebelecida por Deus. Neste sentido, os meios de comunicação – e em especial a TV – propagam tudo aquilo que subvertem a paz e a harmonia que o homem busca incessantemente, pois, do contrário, o caos se instalaria.

Será que o homem consegue discernir que o bonito pacote de presente que lhe é oferecido todos os dias não corresponde ao seu horrível conteúdo, que mata a alma e enterra tanto a dignidade do homem como da mulher?

E vejam quem quer isso: “Ó terra e mar, cuidado! Porque o Demônio desceu para junto de vós, cheio de grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. E ele se estabeleceu na praia” (Ap 12,12;18). E um possível entendimento que São João nos dá deste texto é que ‘a praia” significa exatamente a humanidade que se não se voltar para seu Deus através da oração e da freqüência aos Sacramentos, corre grande risco de vir a se perder devido ao grande ódio que as hostes infernais nutrem contra os filhos de Deus.

Os mandamentos da Lei de Deus – se obedecidos formam uma grande barreira entre nós e o inimigo – são continuamente ignorados ou desobedecidos. Ocorre a rebeldia geral aonde chegam até a dizer: “Não serviremos ao Senhor” (Jr 2,20). Senão, vejamos:


         Ao 1° mandamento:  ‘Amar a Deus sobre todas as coisas’, é exaltado um modo de viver materialista e hedonista (busca do prazer pelo prazer) onde o próximo – imagem e semelhança de Deus - é visto somente como objeto para ser usado, indigno e portanto descartável. E Santo Agostinho, ao falar de Deus, vem nos iluminar quanto à origem e o fim da nossa felicidade: “Fizeste-nos para Vós, Senhor, e o nosso coração permanece inquieto enquanto em Vós não descansar” (Confissões 1,1).


         Ao 2° mandamento: ‘Não tomar Seu Santo Nome em vão’, a TV com seus filmes e novelas, pronunciam – propositadamente - vezes sem conta o Santo Nome, ocasionando com isso a falta de respeito para com Aquele que é o sumo bem. Tenhamos toda a reverência possível ao nome de Deus, pois “à sua vista as ilhas são presas de temor, e os confins da terra tremem” (Is 41,5). E por falar em terremoto e lembrando aquele de São Vicente-SP, com um grau a mais em sua intensidade o Brasil sucumbiria (Fonte: www.recados.aarao.nom.br /Cláudio/Não deveis fugir).


         Ao 3° mandamento:
‘guardar domingos e dias de festa’, esportes de todos os tipos e gostos e festas que vão ‘até o sol raiar’ são a tônica e as pessoas são influenciadas e “procuram a felicidade onde ela não está” (Sl 15,2). Entretanto, há aquelas pessoas que gostariam de estar com Deus, com a sua família no dia de domingo e já não conseguem porque o interesse econômico está falando mais alto e tudo o que importa é o lucro acima do bem estar do ser humano. “Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 117,24).


         Ao 4° mandamento:
‘honrar pai e mãe’, lembro da violência física e moral a que muitos pais são submetidos. A Sabedoria nos diz: “Quem teme ao Senhor honra pai e mãe. Servirá aqueles que lhe deram a vida como a seus senhores” (Eclo 3,8). Por outro lado, me vêm a mente – e relacionado ao mandamento – o funesto exemplo da produção independente de filhos que uma apresentadora de televisão fez e influenciou negativamente milhares de mulheres, e ainda, o advento dos bebês de proveta onde já não se sabe quem é o verdadeiro pai da criança, perdendo-se assim completamente a referência correta de família que foi espelhada e vivida perfeitamente na Sagrada Família: Jesus, Maria e José. Não sendo assim, criam-se novos e falsos modelos de família, onde as crianças são as mais prejudicadas - e isto até a morte -  pois acabam sendo criadas por padrastos, madrastas, etc.


         Ao 5° mandamento:
‘não matar’, uma cultura de morte permeia a sociedade ao presenciar-se  certos filmes, séries “consagradas” que de sagrado não tem nada, diálogos e até piadas onde  o ódio e a morte do semelhante é matéria para risos e desprezos. Condicionados pela mídia, esqueceram, ignoraram ou nunca souberam que qualquer palavra dita inutilmente terá que ser prestada conta ao Justo Juiz no último dia. O aborto e a eutanásia que é feito respectivamente nos bebês inocentes e indefesos e nos anciãos, clamam aos céus por justiça. Como o nosso Brasil leva a triste sina de realizar 1 milhão de abortos por ano, conclamo fazermos o mesmo que  Honduras fez: No ano do Rosário- 2002/2003 - e a um pedido do Papa João Paulo II por  solicitação do bispo local, a população rezou 1 milhão de rosários, algo que certamente protegerá e poupará aquele país de futuros desastres... (www.recados.aarao.nom.br /Deus/Adoração).


         Ao 6° mandamento:
‘Não pecar contra a castidade’, verifica-se como os sentidos da visão e da audição no homem têm sido explorados negativa e incessantemente pelo Diabo. Através de nossa mente, o inimigo tenta nos escravizar, oferecendo à sociedade modelos de homens viris e machões e  mulheres vaidosas e sedutoras que acabam virando objetos descartáveis. No entanto, “existem três formas da virtude da castidade: a primeira, dos esposos; a segunda, da viuvez; a terceira, da virgindade.” (Catecismo da Igreja Católica, §2349; www.catequisar.com.br /Os Dez Mandamentos). Ou seja, a castidade supõe fidelidade a Deus naquilo que o homem deve buscar por meio de outra virtude: a temperança. Esta nos leva a ver nosso próximo – em qualquer estado de vida – como irmão e filho do mesmo Pai, necessitado de amor e de paz para chegar ao seu fim último – o céu, porque ninguém se salva sozinho.


         Ao 7° mandamento:
‘Não furtar’, remeto meu pensamento áqueles que no mundo detém em suas mãos o poder econômico, onde ao invés de utilizarem o dinheiro em favor da população – na África estão morrendo à míngua - locupletam-se associando-se inclusive a certos bancos que cobram em seus serviços juros exorbitantes e com isso ficam cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres. É a chamada globalização, que leva um nome bonito e ostensivo, mas que por trás esconde um desejo insaciável de poder, onde a meta é eliminar 5/6 partes da população mundial pois acham que a causa de todos os males é a quantidade de pessoas no mundo. E Jesus em sua Verdade, simplicidade e humildade vêm nos dizer: “É maior felicidade dar que receber!” (At 20,35b). ]


         Ao 8° mandamento:
‘não levantar falso testemunho’,  a mentira impera em todos os setores inclusive na propaganda enganosa de certos produtos. Que o digam as poderosas fábricas de cerveja e de cigarros, ludibriando com falsas promessas de felicidade a seus consumidores, tornando-os viciados e escravos de seus produtos, isso quando Deus nos criou para a liberdade e não para ficar em cadeias físicas ou espirituais: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32).


          Ao 9° mandamento:
‘não desejar a mulher do próximo’, o que vemos são jornais e revistas que na ânsia de vender cada vez mais estampam fotos de mulheres nuas em suas capas, fazendo com que até crianças desde tenra idade entrem em contato com aquilo que no futuro ao invés de respeitarem tratarão com desdém ao colocar em prática coisas que o seu subconsciente guardou como algo lícito, ou seja,  o feitiço virará contra o feiticeiro, pois algumas mulheres – ou homens -  justificam até seu modo de vestir ou proceder  dizendo que “o que é bonito é pra se mostrar”... Ao invés disso, o homem e a mulher precisam reagir e ajudar-se reciprocamente fazendo a vontade de Deus para que haja sucesso em seus empreendimentos. “Fortalecei-vos com a oração porque na hora de prestar contas diante de Minha Presença estareis sozinhos e nús... com as mãos cheias ou vazias” (www.salvaialmas.com.br, Catalina-II).


           Ao 10° mandamento: ‘não cobiçar as coisas alheias’,  somos assediados por uma publicidade que manda: compre, consuma, troque seu celular, seu carro, etc... E isso, quando moralmente aceito, quantos poderão satisfazê-los? O materialismo – voltado para o gozo e os bens materiais – que há no mundo impulsiona as pessoas para essa busca e apego aos bens. O Apóstolo João nos dá uma segura indicação de como devemos agir: “Não ameis o mundo nem as coisas do mundo. Se alguém ama o mundo, não está nele o amor do Pai. Porque tudo o que há no mundo – a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida – não procede do Pai, mas do mundo. O mundo passa com as suas concupiscências, mas quem cumpre a vontade de Deus permanece eternamente” (1Jo 2,15-17).

Obedecendo aos mandamentos, que nada mais são do que leis naturais inscritas em nosso coração, pderemos ir a busca da Eucaristia, Corpo e Sangue de Jesus, fortaleza dos fracos e auxílio dos fortes e dizer livres e felizes como o rei Davi: “Que alegria quando me vieram dizer: Vamos subir à casa do Senhor... (Sl 121,1).

Ao Jornal Voz  de Nazaré, “Carta do Leitor”
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