OS ESCAPULÁRIOS DE NOSSA SENHORA - Aprovados pela Igreja

SIGNIFICADO E ORIGEM:
O Escapulário (do Latim, scapula, ombro) é uma parte e importante do hábito de ordens monásticas. Outras ordens e numerosas congregações religiosas (tanto masculina como feminina) o tem adotado das ordens monásticas. É usualmente usado sobre o hábito ou sobre a batina.

DESCRIÇÃO
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O Escapulário consite essencialmente de um pedaço de tecido sobre a extenção do peito de um ombro a outro (isto é, de 35 a 45 cm), e seu cumprimento alcança quase que os pés na frente e também atrás. Há também formas mais simplificadas para o Escapulário. No meio há uma abertura para a cabeça e, deste modo, é composto por dois segmentos estreitos ligados entre si e colocado sobre os ombros. Originalmente, os seguimentos longitudinais do tecido foi ligado pelos segmentos em forma de cruz passando sob os braços, forma essa que existe até nossos dias. Em tempos anteriores, dois seguimentos de tecido também ficavam sobre os ombros os cobrindo e, desta forma, formava uma cruz com os seguimentos longitudinais sobre o peito e as costas (cf. CIII, 1231, nota editorial).

ORIGEM
Este Escapulário monástico, assim como o hábito monástico e certamente as vestimentas litúrgicas dos padres, desenvolveu-se a partir da vestimenta ordinária da laicidade. E, assim como a Estola é um sinal especial da dignidade e poder sacerdotal, o Escapulário agora passa a ser um sinal do monge. No Ocidente, no exemplo de São Bento, o Escapulário foi, primeiramente, nada mais do que uma peça de roupa de trabalho ou avental igual como era usado pelos trabalhadores agrícolas. Deste modo, na Regra de São Bento, foi expressamente denominado de "ecapulare propter opera" (c. xxv em P.L. LXXVI, 771). Deste, desenvolveu-se a roupa monástica especial, para que um capuz pudesse ser afixado atrás. De fato, a origem do Escapulário da Orgem Dominicana foi feito de tal modo que também seu Escapulário recebeu uma proteção para a cabeça, ou seja, um capuz. O Escapulário do Ocidente corresponde ao analabus do Oriente.

REGRAS ECLESIÁSTICAS GERAIS REFERENTE AO ESCAPULÁRIO PEQUENO.
O Escapulário pequeno consiste, essencialmente, de dois quadriláteros de tecido de algodão (com tamanhos variando de 1 a 2 cm de largura e 2 a 3 cm de altura) ligadas cada uma com dois cordões ou tiras de maneira que as fitas ficam sobre os ombros e um dos quadriláteros descança sobre o peito enquanto o outro fica pidurado nas costas numa distância igual a da frente. Os dois quadriláteros de tecido precisam não necessariamente ser iguais na largura, vários Escapulários tem o quadrilátero da frente com dimensões maiores enquanto o de trás é bem menor com relação ao da frente. O material dessas duas partes essenciais do Escapulário precisa ser de um tecido de algodão. As fitas ou cordões podem ser de qualquer material, e de alguma cor. A cor dos quadriláteros de algodão depende da cor do hábito monástico que, de certa forma, representa a ordem ou o mistério em honra ao que se está vestindo, ou seja, a devoção principal da Ordem. Aqui, de qualquer maneira, precisa ser destacado que o tão chamado Escapulário Marrom dos Carmelitas pode ser preto, e que as tiras do Escapulário Vermelho da Paixão precisa ser de algodão vermelho. Tanto os quadriláteros de um quanto o do outro podem ser costurados ou enfeitados com as representações e outras decorações (emblemas, nomes, etc.) de um material diferente. No caso do Escapulário Vermelho, as imagens são expressamente determinadas.

Diversos Escapulários podem ser atados ao mesmo par de cordões ou tiras; cada um precisa, é claro, ser completo e atado à ambas as fitas. Em muitos casos, os cinco escapulários mais antigos e conhecidos são atados no mesmo par de fitas; essa combinação é, então, conhecida como o "escapulário quintuplo". Os cinco são: O Escapulário da Santíssima Trindade, o dos Camelitas, o dos Servitas, o da Imaculada Conceição e o Escapulário Vermelho da Paixão. Quando os Escapulários são, deste modo, unidos, as fitas precisam ser de algodão vermelho, como pede que seja o Escapulário da Paixão; é costumeiro usar o Escapulário Vermelho por cima e o da Santíssima Trindade por baixo, tão que as imagens, especialmente determinadas no caso do Vermelho e a Cruz Pequena Azul e Vermelha no Escapulário da Santíssima Trindade, possam ser visíveis.

É necessário, ao receber qualquer Escapulário, que uma autoridade sacerdotal abençoe e o coloque sobre os ombros do devoto. Quando a pessoas necessitar de um novo Escapulário, pode-se trocá-lo normalmente sem a imposição do padre como feito da primeira vez. Se a imposição do Escapulário for ligada a uma ordem ou confrária, todo o rito precisa ser realizado na mesma ocasião. Para receber as indulgências e privilégios de um Escapulário, a pessoa precisa usá-lo constantemente; precisa estar por fora sobre a roupa ou por dentro dela e pode ser retirado por um curto espaço de tempo caso isso seja necessário. Se alguém tiver cessado de usar o Escapulário por um longo período por indiferença, a pessoa não ganha nenhuma das indulgências durante este tempo, mas, pelo simples retomar do Escapulário, novamente volta-se a participar das indulgências, privilégios, etc. Todo Escapulário, que não é meramente um objeto de devoção privada, mas é também munido com uma indulgência, precisa ser aprovado pelo autoridade eclesial e a fórmula de benção precisa ser sancionada pela Congregação de Ritos da Igreja.

Neste artigo falamos somente sobre Escapulários aprovados pela Igreja.

fonte: www.newadvent.org