SALVAI NOSSAS ALMAS - As súplicas das almas do Purgatório

São Tomás Morus -

Nas vossas generosidades não vos esqueçais de nos reservar um lugar, a nós, do Purgatório, vossos maridos e mulheres, vossos pais e filhos.

Ah! Caros maridos, quando nós partilhávamos vossa existência neste mundo malvado, os gastos que vós vos impusestes para nos agradar fizeram mais mal do que bem. Vestidos bonitos e belas saias, anéis e jóias, gargantilhas e penteados guarnecidos de pérolas, todo esse adorno complicado e precioso, custou-vos caro e a nós também, de várias maneiras, (cf.1 Ped 3,3-4), mas nós deixamos, então, de vos dizer.

A mínima culpa dessas vaidades, vós constatais imediatamente - era nos deixar cativas a vosso olhar. Resultado mais grave: elas nos deixavam menos belas aos olhos de Deus e isto, ai de nós, pagamos caro hoje.

Aqueles materiais luxuosos nos queimam as costas no presente, aqueles gorros com pérolas encerram nossos rostos num capacete de fogo, aquelas gargantilhas e colares nos pendem ao pescoço como um pesado esqueleto. E nos compõem um peitilho de ferro incandescente. (**)
Na nossa aflição, lamentamos que vós satisfizestes todas as nossas fantasias, que vós tanto nos mimastes e nos deixastes agir a nossa maneira.

Teria valido mais não nos oferecer outros broches, senão cebolas ou grossas cabeças de alho, não outras pérolas para nossas gargantilhas e nossos penteados e sim pequenas ervilhas.
O que está feito é irrevogável, mas, de graça, pois que nós vos fizestes o dom de todas aquelas ninharias, deixai-nos guardá-las. Que elas não prejudiquem nenhuma outra mulher, pois podem ainda nos servir. Vendei-as para serem empregadas em confeccionar capas de santos e enviai-nos dinheiro sob a forma de honorários de Missas e esmolas oferecidas aos pobres, a fim de que rezem por nós.

Caros pais, vós que nos estragastes e nos mimastes sobre a Terra; era para vós um suplício ver-nos sofrer. Chegou a hora de abrir vosso coração e nos provar vossa afeição, dando-nos ao menos a esmola que não se recusa ao primeiro que chega. Vós estáveis dispostos a fazer por nós, despesas de um grande casamento.

Se na verdade é para nós e não para a vossa própria glória que gastaríeis esse dinheiro, consagrai uma parte para nos aliviar aqui. Isso vos custará muito menos que um casamento e nós retiraremos disso mais prazer do que quinze casamentos, mesmo que cada vez o cônjuge fosse um príncipe ou uma princesa de sangue real.

Vós todos, enfim, cristãos e cristãs fiéis, vós todos que nos amais, ouvi vosso bom coração e tende piedade de nós. Se duvidais que temos necessidade de ajuda, então, que falta de fé! Se credes que estamos em necessidade e não tendes cuidado, então, que falta de piedade!

Aquele que não tem piedade de nós, de quem pode ter piedade?

Se tendes piedade dos pobres, não há ninguém tão pobre como nós, que não temos um trapo para colocar nas costas.

(*) "A Igreja denomina Purgatório a purificação final dos eleitos." (Catecismo da Igreja Católica 1031)
A sigla SOS = save ours souls = "salvai nossas almas".

(**) "A comunhão dos santos não é outra coisa senão a comunhão de auxílio, de expiação e de preces, de benefícios entre os fiéis já na pátria celeste ou ainda entregues ao FOGO PURIFICADOR ou peregrinando ainda na terra..." (Manual da s Indulgências 3ªedição, página 88, nota 18, linhas 1 a 5.

O Manual das Indulgências é um livro oficial da Igreja Católica, sobre as indulgências: o MANUAL DAS INDULGÊNCIAS, na tradução brasileira, em sua 4ª. Edição pela PAULUS, recebe o nome de: "INDULGÊNCIAS, orientações litúrgico-pastorais". Geralmente encontrado nas livrarias católicas ao preço módico de 11 reais.

Se vós tendes piedade dos cegos, não há ninguém tão cego como nós, emparedados num calabouço sombrio, sem outro raio de luz que a espera de um consolo.

Se vós tendes piedade dos coxos, não há maneta ou estropiado tão impotente como nós que não podemos dar um passo para sair do fogo e não temos nenhuma mão livre para nos defender o rosto contra as chamas. Numa palavra, se vós tendes piedade de qualquer pessoa que sofre, não encontrareis jamais sofrimento comparável ao nosso; o fogo que nos queima ultrapassa muito em violência todos os fogos que queimaram sobre a terra e o mais quente desses, se comparado com o nosso, não passa de um fogo fictício pintado sobre um muro.

Se achardes longas vossas noites de doentes, desejando o dia, enquanto desfilam as horas ? nenhuma vos parecia menos longa do que cinco - experimentai pensar como é longa a noite das almas prisioneiras, noite sem sono e sem prazo em que se queima e se grelha num fogo sombrio, noite interminável que se prolonga por dias e semanas, e, para alguns dentre nós, vários anos seguidos.

Doentes, vós não cessais de vos virar e revirar sem que nenhuma parte do leito vos traga repouso. Nós estamos fechadas sobre o nosso leito de brasa, sem poder nem ao menos levantar a cabeça. Tendes junto de vós um médico, que, às vezes, vos alivia e vos cura. Nenhum remédio combate o nosso mal, nenhum bálsamo derrama seu frescor sobre as queimaduras de nossas almas.

Uma enfermeira fica de guarda à vossa cabeceira e esta afetuosa presença vos é um conforto. Nossos guardiões - Deus vos livre! - são os espíritos danados, inimigos sem piedade, carrascos sem entranhas, odiosos, invejosos, rancorosos. A companhia de tais carcereiros nos pesa mais do que o próprio cárcere. Sua presença nos é mais penosa do que as torturas que eles nos infligem sem parar, lacerando-nos e nos cortando da cabeça aos pés.

MANEIRA DE FALAR

Pode ser que os nossos sofrimentos façam rir os nossos outros inimigos, os hereges, quase tão cruéis quanto os demônios, em poder dos quais eles se empregam para fazer-nos ficar aqui longo tempo.

Habituados que estão a zombar de nós, ao invés de raciocinar, eles se divertem em caçoar da nossa lamentação. Nós falamos, com efeito, de nossas cabeças, nossas mãos, nossos pés, enquanto nosso corpo, com todos os seus membros e órgãos, moram na tumba. Falamos de nossas vestimentas que, naturalmente, não nos seguiram aqui.

Por amor de Nossa Senhora, por favor, deixai-os escarnecer, e compreendei que somente esta maneira de nos exprimir permite dar aos homens vivos alguma vaga idéia da miséria que suporta nossas almas separadas da carne.

É mais impossível fazer conceber nossa substância e nosso estado a um ser vivo na terra, do que explicar a um cego de nascença, a natureza e a diferença das cores.
Forçoso nos é, portanto, ou não dizer nada da nossa situação - e é isso que desejam os hereges, ou então, ter recursos para vos descrever, em palavras que compreendeis, os fenômenos dos quais tendes experiência. É evidente que Deus, o Anjo e a alma, não tendo corpo, não são jamais cegos ou surdos, mudos ou estropiados, da mesma maneira que os homens. Eles não tem olhos, nem pernas, nem mãos, nem língua, nem ouvidos que possam perder o uso.

Mas eles tem uma capacidade de ver e ouvir, movimentar-se e exprimir-se de modo muito superior às capacidades correspondentes entre os homens vivos e que ultrapassa o seu entendimento. É por isso que a Sagrada Escritura, discorrendo sobre os espíritos puros, descreve suas atividades em termos que falem à imaginação dos leitores. Aqueles que se voltam em zombaria com esta maneira de exprimir mostram bem pouca fé nas palavras de Cristo: seu motejo atinge à própria Pessoa de Nosso Senhor.

Quando Ele explica, por exemplo, sobre o mau rico, o mendigo Lázaro e o Patriarca Abraão, Jesus fala como nós aqui falamos, da língua e do dedo. Ora, sua alma, no Além, não dispõe desses órgãos. Se, pois, alguém caçoa de nós neste assunto, vede que crédito merece. Nós queremos que vós deis a eles o mesmo crédito que eles mesmos dão a Deus. Eles tratam como uma fábula de pura imaginação uma narrativa contada pelo próprio Deus.


CONCLUSÃO

Deixando, portanto, de lado as zombarias amargas desses hereges que fazem tanto dano a eles mesmos como a nós, considerai nossos sofrimentos e compartilhai, aliviando-os com vossas orações, peregrinações e toda sorte de ações caridosas.

Antes de tudo, empenhai-vos em procurar os sufrágios e o sacrifício bendito da Santa Missa, do qual nenhum homem vivo pode conhecer a fecundidade, como nós, que o provamos.

À parte a esperança que temos sem cessar em Deus Nosso Senhor, a única consolação nos vem por temporadas, de Nossa Senhora, assim como dos santos, que em resposta à nossa devoção para com eles ou a vossa, depois de nossa morte fazem-se de nossos intercessores.
E nós temos um serviço todo particular com respeito aos nossos bons Anjos: Quando esses Anjos bem-aventurados vêm em nosso socorro, a alegria imensa que sentimos ao vê-los, mistura-se à confusão e vergonha, pois nós nos lembramos quão pouco caso fazíamos deles sobre a Terra e quão raramente pensávamos neles.

Eles levam nossas orações a Deus e aos Santos e nos trazem, de sua parte, força e consolação. Quando chegam essas mensagens de conforto, só Deus sabe, e nós mesmas, como estremecemos de felicidade e com que ardor rezamos por vós.

Se Deus atende uma prece em proporção ao amor que Ele tem por aqueles que reza, e as disposições com que se reza, então, vossa oração por nós é seguramente eficaz, pois nós somos confirmados na Sua graça e nossa oração por vós é tão fervorosa que vós não saberíeis encontrar tanta afeição em nenhuma parte da Terra. Visto que somos tão infelizes e temos tanta necessidade de vós que todo socorro que vós nos trazeis vale, em retorno, um proveito inestimável, não permitais que o esquecimento e o desleixo apaguem nossa lembrança dos vossos corações, nem que a malícia de nossos inimigos vos leve a nos negligenciar, nem que o olhar ávido com que cobiçam vossos bens, nos prive de vossas fraternas esmolas.
Sonhai com o dia em que vós vos reunireis conosco aqui. Pensai no remorso e aflição que experimentareis, se fordes duros hoje.

Que conforto, ao contrário, se todos juntos, vos dissermos obrigado. Quão úteis serão, então, os bens que vos terão precedido na Eternidade!.
Lembrai-vos dos laços de parentescos que nos unem tanto quanto a nossa amizade era cordial e quente. Que palavras afetuosas pronunciastes, que promessas nos fizestes. Chegou a hora de mostrar o que valiam vossas palavras e vossas belas promessas.
Lembrai-vos, caros amigos, a que ponto a natureza e a fé cristã vos obrigam a não nos esquecer.

Se vos resta no coração a mínima parcela de antigo favor, o mínimo peso de afeição, se vós não renegastes todos os lados da carne e do sangue, nem toda a fidelidade dos amigos de outrora, se conservais alguma centelha de caridade, algum sentimento de piedade, se vós estimais que a comunidade da natureza e da fé cristã não é uma palavra vã, então não permitais que um punhado de estouvados e energúmenos enfurecidos contra o sacerdote, a vida religiosa e vossa fé cristã risquem dos vossos corações o cuidado piedoso de vosso parentesco, o cuidado de vossos amigos passados e a lembrança dos fiéis falecidos.

Lembrai-vos de nossa sede quando estiverdes sentados a beber; de nossa fome quando tomardes uma boa refeição, de nossa insônia febril quando vós dormis; de nossa pena aguda enquanto vós vos divertis; do fogo que nos devora, enquanto saboreais a alegria de viver.
E, voltando, Deus permita que vossos filhos se lembrem de vós. Que Deus vos preserve destas chamas e, se Ele permitir que vós aqui passeis, que Ele não vos deixe definhar muito tempo, mas, que Ele vos conduza logo ? felicidade ? qual nós vos rogamos por amor de Nosso Senhor, de nos ajudar a alcançar e faremos o melhor para vos ajudar a nos reunirmos.

Se na verdade é para nós e não para vossa própria glória que gastaríeis esse dinheiro, consagrai uma parte para nos aliviar aqui. Isso vos custará muito menos que um casamento e nós retiraremos disso, mais prazer que de quinze casamentos, mesmo que cada vez o cônjuge fosse um príncipe ou uma princesa de sangue real. Vós todos, enfim, cristãos e cristãs fiéis, vós todos que nos amais, ouvi o vosso bom coração e tende piedade de nós. Se duvidais que temos necessidade de ajuda, então, que falta de fé! Se credes que estamos em necessidade e não tendes cuidado, então, que falta de piedade! Aquele que não tem piedade de nós, de quem pode ter piedade?

Se vós tendes piedade dos pobres, não há ninguém tão pobre como nós, que não temos um trapo para colocar ? s costas. Se vós tendes piedade dos cegos, não há ninguém tão cego quanto nós, emparedados num calabouço sombrio, cujas trevas são atravessadas por visões de horror e pesadelo, sem outro raio de luz que a espera do consolo.

Tradução livre:
Isabel dos Santos Koscianski Cx. Postal 30 Fone (0xx44) 252-447987600-000 Nova Esperança PR


NOTA DA DIGITAÇÃO: São raras as menções de almas do Purgatório torturadas pelos demônios. Parece que só constam os relatos de S.Tomás Morus, aqui, que apresenta isso como fato normal: "Nossos guardiões - Deus vos livre! -  são os espíritos danados, inimigos sem piedade, carrascos sem entranhas, odiosos, invejosos, rancorosos. A companhia de tais carcereiros nos pesa mais do que o próprio cárcere.

Sua presença nos é mais penosa do que as torturas que eles nos infligem sem parar, lacerando-nos e nos cortando da cabeça aos pés. Mas a austríaca Maria Simma, que recebeu a graça de um contato quase diário com as almas do Purgatório, que apresenta essa possibilidade como um caso raro: "O demônio pode torturar as almas do purgatório, sobretudo as que foram causa de perdição eterna de outras." Na liturgia católica, no Ofertório da Missa anterior ao Concílio, está escrito: "Libera eas de ore leonis" (livrai as almas da boca do leão, isto é, do demônio.). E também Santa Faustina: "Vi as almas do Purgatório fazendo penitência; tinham o aspecto de sombras, e entre elas vi muitos demônios." (Diário, 412). Também o fogo do Purgatório varia muito e algumas almas não passam por ele. Mas todas sofrem enormemente (pior que o fogo do Purgatório) a ausência de Deus. Veja mais no site http://www.portalanjo.com/purgatorio.htm

Quanto à "maneira de falar" alegada pelas almas: nós, na Profissão de Fé, no Credo, para significar que Jesus tem, junto ao Pai, toda a glória, dizemos que Ele está sentado à mão direita de Deus Pai Todo Poderoso, sendo que o Pai, por ser Espírito, não tem mão, nem "direita" nem "esquerda"... E a Igreja invoca o Divino Espírito Santo com a expressão ?Digitus Paternae Dexterae?, (Dedo da Dextra do Pai), no "Veni Creator". E, assim como o Pai não tem mão, nem dedo, as almas benditas usam expressões semelhantes para descrever seus sofrimentos, "lacerando-nos e cortando-nos da cabeça aos pés".

INDULGÊNCIAS PELAS ALMAS
Também se pode ajudar, aliviar e mesmo libertar as almas do Purgatório através das Indulgências da Igreja. As Indulgências são, por definição, isso mesmo: O perdão do castigo do pecado, seja o castigo neste mundo, seja no Purgatório. Pela legislação anterior, a Igreja concedia algumas Indulgências em favor das almas do Purgatório. Atualmente, (a partir de 1968) todas indulgências que possamos lucrar, podemos aplicá-las, se o desejarmos, pelas almas do Purgatório.

As indulgências são totais, as que a Igreja chama de "plenárias" (perdoam todos os castigos) ou "parciais" (parte dos castigos.)
Diariamente, todos os fiéis podem lucrar uma indulgência plenária, nas condições determinadas pela Igreja, executando, à sua escolha, uma das quatro obras a seguir: 1.Rezar o terço, 2.fazer a Via Sacra, 3.meia-hora de leitura meditada da Bíblia, ou 4.meia-hora de adoração ao Santíssimo. Se for o terço, tem que ser em família ou comunidade, e, se for individual, na igreja.

Condições determinadas pela Igreja: Além de estar em "estado de graça" se requer a confissão e a comunhão; rezar pelo Papa (uma oração que o fiel escolher) e, se não tiver um "desapego total ao pecado, inclusive venial" a indulgência, de plenária, se torna parcial, que, mesmo assim, é muito importante. É preciso "ter a intenção" de lucrar a indulgência (mas não é preciso formular essa intenção). Igualmente, se for o caso, ter a intenção de aplicá-la a uma determinada alma ou "às almas do Purgatório" em geral.

Requer-se uma comunhão e uma oração pelo Papa para cada indulgência plenária. Para quem está em "estado de graça" é suficiente uma confissão mensal para lucrar todas as indulgências plenárias daquele mês.

INDULGÊNCIAS PARCIAIS:

Basta o "estado de graça", não sendo necessário nem a comunhão, nem a confissão nem rezar pelo Papa (claro que tudo isso é muito útil e recomendado). São muito numerosas as orações e obras contempladas com indulgência parcial (adquirir o Manual das Indulgências publicado pela Paulus sob o título: "INDULGÊNCIAS, orientações litúrgico-pastorais"; ou consultar o autor deste acréscimo:]

Hugo (fone (0xx11) 5572-9090 - e-mail hugoap@terra.com.br).

Uma indulgência parcial que se pode lucrar quase que 24 hs. por dia, é a que a Igreja confere a toda obra executada no cumprimento dos deveres, quando na execução dessa obra o fiel eleva o espírito a Deus com humilde confiança, proferindo, vocal ou mentalmente uma curta invocação (p.ex. "-Jesus!" - "Pai!", "Jesus, Maria, José!" "Ave-Maria!" etc.). Da mesma forma quando invocamos assim suportando as aflições da vida. Outra indulgência parcial ininterrupta é quando portamos, visível e conscientemente, uma medalha ou crucifixo, (ou qualquer símbolo religioso) dando assim um testemunho da nossa fé.


INDULGÊNCIA PARCIAL EXCLUSIVAMENTE PELAS ALMAS
Lucra-se pela invocação, toda a vez que é devotamente recitada: "Descanso eterno dai-lhes, Senhor; e a luz perpétua os ilumine"; também visitando um cemitério e rezando, mesmo que mentalmente, pelas almas; se essa visita ocorrer nos dias 1 a 8 de novembro, essa indulgência será plenária. Outra indulgência plenária exclusiva pelas almas ocorre no dia 2 de Novembro, Finados, ao se visitar qualquer igreja. Nesse caso é preciso, além das demais condições das indulgências plenárias, rezar, na visita, um Pai-Nosso e um Credo.

A confissão, afirma João Paulo II, a ser proposta aos fiéis cotidianamente (NMI 37) nos santifica parcialmente - quantoà culpa e não quanto à pena - deixando "em aberto" os resquícios, as marcas, as conseqüências do pecado, das quais é necessário purificar-se. É precisamente neste âmbito que ganha relevo a indulgência, através do qual se manifesta o DOM TOTAL da misericórdia de Deus." (João Paulo II, "Incarnationis Mysterium" 10).

"Esta purificação liberta da "pena temporal" do pecado. Expiada esta é que fica cancelado TUDO AQUILO que impede a PLENA COMUNHÃO com Deus e com os irmãos." (idem)
E, a quem morre nesse estado de "plena comunhão com Deus e os irmãos"

NÃO PASSA PELO PURGATÓRIO, mas vai direto para o Céu.

Compilado por Hugo Ferreira Pinto