Nem a tristeza da minha situação
me afogará no mar da solidão
nada me impedirá de nadar e sorrir
Nem as angústias da depressão
irão machucar meu coração
nada me impedirá de sonhar e sorrir
Nem o desespero de uma doença
nem a raiva de uma dura ofensa
nada me impedirá de viver e sorrir
Em meio as dores e duros espinhos
nos contratempos e descaminhos
nada me impedirá de filosofar e sorrir
Nos afogamentos do diário supérfluo
na contradição do transitório perpétuo
nada me impedirá de esperar e sorrir
Quero viver no momento meu aqui e agora
que tão doce ao meu coração aflora
nada me impedirá de esperar e sorrir
Quero manter na caminhada o otimismo
farei tudo para afogar o pessimismo
nada me impedirá de progredir e sorrir
Quero caminhar na certeza de chegar
quero buscar o que quero alcançar
nada me impedirá de voar e sorrir
Quero realizar meus sonhos e ideais
quero que para meus amados saúde Dais
nada me impedirá de conseguir e sorrir
Quero guardar sempre o bom senso
amar a verdade e a liberdade penso
nada me impedirá de ser e então sorrir.
Abril de 2010
Padre Álvaro