VOCAÇÕES NA FAMÍLIA - O despertar vocacional familiar

Um ambiente familiar cristão, que valoriza e deixa transparecer na vida os princípios da religião,oferece uma atmosfera propícia para o despertar de vocações específicas, muitas vezes, ainda em tenra idade.

Neste mês de agosto, mês vocacional damos um destaque à pessoa do "Pai", relembrando com carinho e veneração a influência que ele teve em nosso despertar vocacional e em nossa vida de Apóstola do Sagrado Coração de Jesus.

Houve um tempo em que os pais se encontravam mais com os filhos, principalmente ? noite, para rezarem juntos, contarem histórias, visitarem vizinhos e amigos.

Houve um tempo em que era mais fácil para a família ser uma pequena comunidade de fé e amor, onde os valores cristãos e morais eram assimilados com serenidade e fé.

Houve um tempo em que a televisão não atraía tanto a atenção das crianças, nos momentos preciosos de recolhimento, à noite.

Houve um tempo em que era mais fácil ouvir os apelos de Deus e muitas crianças e jovens tinham coragem de responder, com generosidade, à  vocação à qual se sentiam chamados: matrimônio, vida religiosa ou leiga.

Muitas de nós que tivemos a graça de viver neste tempo, desejamos ardentemente e imploramos ao Senhor que continue, apesar da multiplicidade dos apelos atuais, a despertar muitas vocações responsáveis e generosas para os diversos estados de vida.

Foi através de minha família que, ainda na infância, ouvi o apelo vocacional para a vida religiosa. Este apelo, foi renovado em contato com as Irmãs da Escola Imaculada Conceição, em Santa Felicidade.

Agradeço a Deus pela família que tenho, especialmente pelos meus pais, Cirilo e Maria Anunciada. Papai já goza da felicidade eterna.

Deus pediu-lhe o sacrifício dos seus grandes sonhos e projetos e deu-lhe uma cruz, cujo peso foi avolumando-se durante nove anos. Cruz também carregada dia e noite pela mãe e irmãos que entre a dúvida e a fé, nutriam a esperança de uma cura ou melhora.

No dia 1º de Agosto de 1990, pela manhã, devolvemos a Deus o esposo e pai que Ele nos deu, na certeza de tê-lo como nosso intercessor junto a Deus e um dia nos reunirmos a ele na Pátria Celeste.

Ir. Zuleides M. de Andrade, ASCJ
Fonte: Triunfo do Coração de Jesus n° 2