A MULHER DO APOCALIPSE - Aquela que foi predestinada para derrotar o dragão infernal

Há dias que meu coração pede que volte a escrever sobre Maria, sobre a Mãezinha, como já nos acostumamos a tratar com a Mãe de Deus, e Mãe nossa. Coloco este título – Maria do Fim – para simbolizar efetivamente a Mulher do Apocalipse, aquela que foi predestinada a derrotar o dragão infernal, ela com seu Filho Jesus e seu filhos, nós, os que somos a geração dos últimos dias. Eu quando começo este texto, sinto que há mil coisas a falar, entretanto, é tão sublime este nome – Maria – ele enternece nosso coração de tal forma que sentimos como impróprias todas as palavras que usamos para relatar seus feitos em nosso favor.
 
De fato, tudo aquilo que dissermos sobre Nossa Senhora, ficará sempre aquém daquilo que ela é e representa para o mundo, para o grande mistério da salvação. Vemos com imensa tristeza o quanto ela é também combatida, especialmente por aqueles que vivem outras idéias religiosas – erradas idéias – que fazem do Céu um mínimo, de Deus um comum, de Jesus alguém igual a eles mesmos e de Maria uma coisa insignificante. Ó quanto pecam os que diminuem a Mãe de Jesus, infelizes deles que não sabem o quanto ofendem com isso, ao Filho e também ao Pai. Sim, ao Espírito Santo, uma falta gravíssima. Quem diminui a Mãe diminui o Filho. E, portanto, sequer tem o Filho! Nem tem Deus!
 
Estas pessoas não entendem nada do Mistério da salvação, porque minimizam àquela que foi predestinada a ser Mãe de Deus. Acham muitos – até católicos, e até sacerdotes – que endeusamos Maria e a idolatramos. Na verdade isso se resume a não entenderem os parâmetros pelos quais ela assim quer, e deve ser retratada. Podemos dizer que o infinito é dividido em duas partes. Vai o primeiro infinito, entre nós e Maria. Vai um infinito ainda maior, entre Maria e Jesus seu Filho, que é Deus. Maria não é deusa, é uma criatura humilde, que quer ser apenas mãe. Ocorre que ela sempre, em toda a sua vida e ainda hoje viveu a humildade na mais profunda de sua essência, o que a fez atingir o mais perfeito grau nesta virtude. Nunca, ninguém, jamais, atingirá Maria neste atributo. E se ela se considerou sempre abaixo de um grão de pó, imaginemos cada um a dimensão do nosso nada.
 
O desprezo de muitos à Maria, se deve ao fato de que as Escrituras Sagradas trazem poucas menções a ela. Na verdade apenas quatro vezes na Bíblia é citado o seu nome, porém é engano pensar que isso demonstra uma insignificância. O mistério aqui está em que, se os Evangelistas colocassem nos seus textos a realidade verdadeira de Maria, durante os milênios que se seguiram até hoje, isso causaria tremendos desvirtuamentos doutrinários, porque a figura de Maria seria realmente divinizada pelos povos, muitas vezes deixando de lado a figura de Jesus, nosso Deus e Senhor. Foi preciso então que todos os Evangelistas mencionassem sobre ela, a penas o essencial mínimo, para que sua figura ímpar e especialíssima desaparecesse afim de Jesus ser elevado.
 
Há um erro gravíssimo que se dissemina na Igreja, especialmente pregado nestes tais de “cursos bíblicos” difundidos em tantos lugares. O erro está em dizer que foram apenas “homens inspirados por Deus que escreveram a Bíblia”, portanto, também os Santos Evangelhos. Ora isso é pregar contra a mínima inteligência. Sem gravadores e sem os meios de preservação de dados como os temos hoje, seria impossível gravar e relatar com precisão as palavras de Jesus – ou as proféticas revelações divinas – porque cada um dos evangelistas escreveria diferente, mudando por completo o sentido e cometendo até erros graves. E se fosse uma palavra humana, já não seria palavra de Deus!
 
Como se deve entender isso então? Simples e sem sombra de dúvida, nenhum deles escreveu seus textos apenas “inspirado por Deus”, mas ouvindo e transcrevendo um ditado direto do Céu tal como os bons profetas de hoje o recebem. Um escritor qualquer pode até ser inspirado a escrever algo sobre as coisas de Deus, entretanto, jamais ele irá conseguir uma perfeição igual a aquela da palavra vinda diretamente da boca de Deus. Então o escritor pode errar, cometer deslizes de linguagem, o que não acontece com a Palavra de Deus, que é eterna. Somente Deus a pode produzir.
 
Assim, se os Evangelhos fossem escritos apenas por homens inspirados, com absoluta certeza os relatores dos textos sagrados teceriam loas infindáveis a Maria Santíssima, porque efetivamente o seu papel na redenção da humanidade é impar entre todas as criaturas. Mais que isso, é maior que a soma de tudo aquilo que todas as almas criadas e os anjos com toda a sua potestade, conseguem juntos alcançar. De fato, diante a quase infinita humildade de Maria, alcançada não por efeito de graça, mas por mérito devido à prática, até mesmo a Trindade Santíssima se verga. Tanto que, se nós tivéssemos que escolher uma forma de adquirir mercê diante de Deus, ela acontecerá antes se pedirmos através de Maria, que através de todos os anjos e santos juntos. Deus atenderá Maria.
 
Efetivamente, durante todos os anos que viveu na terra, depois da morte de Jesus – ela morreu faltando 26 dias para completar 70 anos – Maria participou de forma ativa em toda a caminhada inicial da Igreja. Nem Pedro e nenhum dos apóstolos, jamais tomava uma decisão polêmica sem antes consultar Maria. Foi sob seu comando que foram escolhidos os quatro Evangelistas, porque sendo repleta do Espírito Santo, jamais ela tomou uma decisão intempestiva ou equivocada. De fato, isso acontecia não somente pela imensa sabedoria de que ela era dotada, mas porque em sua humildade jamais ela tomava uma decisão sem antes consultar seu Filho e o Pai. Suas petições eram levadas pelos seus anjos diante do trono do Altíssimo, que respondia imediatamente diante de suas súplicas e rogos.
 
Na verdade, se nós podemos dizer que Jesus fundou a Igreja Católica, tenhamos a certeza de que ela cresceu e tomou realidade fundada nos joelhos de Maria. Houve casos difíceis, no início, em que ela chegou a permanecer 72 contínuas de joelhos, intercedendo pela Igreja nascente. Embora o Altíssimo desejasse atender imediatamente aos rogos de Sua Mãe, Ele se comprazia em demorar no atendimento, porque as súplicas dela faziam crescer e frutificar a Igreja, não somente no solicitado, mas em todos os sentidos. Ninguém, jamais, rezou tanto como Maria, nem jamais haverá outra pessoa igual, porque ela é invencível e perfeita em todos os seus atributos, de bem e de bondade.
 
Desta forma, mesmo depois de sua morte e assunção aos Céus, Maria continuou em súplicas e rogos diante da Trindade Santíssima, e viveu continuamente os sofrimentos da Igreja de seu Filho, nos seus memoráveis combates pelos séculos. E embora toda a sua real importância na vida da Igreja, durante quase dois milênios ela permaneceu oculta, mesmo assim amada por seus filhos e filhas que não conseguem viver sem seu colo de Mãe, atenta, amorosa e mestra.  Devido a isso, tudo aquilo que fizermos em seu louvor, jamais conseguirá agradecer ou compensar os benefícios que recebemos através dela. E sim, todos os seus filhos e filhas, também os de outros credos, embora não a queiram, até a maldigam e desprezem. O que de forma alguma diminui o amor que ela tem por todos.
 
Naturalmente que o Criador, ao trazer ao mundo esta insuperável e terníssima criatura, deu de Si tudo o que tinha e nada reservou do que poderia lhe conferir. Muitas pessoas e até certos teólogos questionam o fato de que Maria, tendo sido preservada da mancha do pecado original, certamente adquiriu com isso vantagens sobre os outros mortais viventes. Certo dia eu escutei uma pessoa dizer assim: até eu se fosse preservado do pecado original, poderia também ascender em perfeição. Ora, Adão e Eva também nasceram sem esta mancha, entretanto caíram, e por causa desta queda nos adveio este castigo. Mas Maria, diferentemente de Eva, venceu todas as batalhas interiores possíveis, e por isso foi preservada também de qualquer pecado.
 
E não poderia ser diferente. Como é que um Deus puríssimo poderia habitar no seio de outra mulher que não fosse também puríssima? Como que um Deus perfeitíssimo poderia nascer de uma mulher que não fosse também ela perfeitíssima? Claro, nós aqui tratamos cada um dentro de seu parâmetro de infinito, como acima mostramos. Como é que um Deus sapientíssimo poderia brotar de uma mulher que não fosse também ela plena de sabedoria, e dotada de uma inteligência ímpar? Milhões dos desafetos de Maria a têm por criatura incapaz, tapada, insignificante, quando de fato ela é sem dúvida a mais inteligente de todas as criaturas inteligentes, e a mais sábia dentre todos os sábios que já habitaram o Universo.
 
Em que consiste esta imensa sabedoria? Toda a sabedoria vem de Deus, e ele nos é dada exatamente para que a usemos para encontrar a este mesmo Deus. A perfeição adquirida por Maria lhe adveio exatamente do fato de ter conseguido, como nenhuma outra pessoa dobrar-se até o infinito extremo da humildade, somente ali que se pode chegar perto do entendimento de Deus. E quanto mais humilde se for, mais se penetrará nos mistérios Daquele que é Infinito em mistérios e Eterno em sua plena Sabedoria. Impossível é então chegar perto deste Deus, sem ser através do reconhecimento absoluto de Sua Onipotência suprema. Somente Maria conseguiu isso, eis porque Deus lhe confiou a tarefa incrível de derrotar a todos os orgulhosos.
 
Assim, se Maria no início do processo da redenção permaneceu escondida, o fato é que hoje, a medida que findem os tempos desta mesma redenção ela deverá brilhar como nunca, como a mais linda e esplendorosa estrela celestial. Porque ainda que contra ela se levantem todas as forças do abismo, e que mesmo o abismo se multiplique em mil artifícios, ainda assim o triunfo da Mulher, Maria, se aproxima em passos rápidos. De fato, Deus em seu beneplácito a cumulou de tantas graças – aliás, todas as graças – e de tantos favores e poderes, que no final de tudo ela será reconhecida por todos os seres inteligentes, como a Mãe de todos os povos.
 
Hoje, porém, vemos que apenas se anunciam no horizonte os contrafortes do último combate, o orgulho contra a humildade, o dragão contra a Mulher. Ele vomita contra ela toda sorte de imundícias e mentiras, mas o escudo inquebrantável de sua humildade jamais será sequer tocado, quanto mais vencido. Por hora ainda levantam-se contra ela todos os hereges, as seitas, os cismáticos e até mesmo os maus católicos, aventando contra ela toda sorte de mentiras. Eles irão até as últimas conseqüências em seu desatino e não está longe o tempo em que as imagens de Maria serão derrubadas aos milhares e feitas em cacos. Presumo até que poucas sobrarão e apenas nos lares católicos. Mas o fato é que, quanto mais o dragão estrebuchar contra ela, maior será a magnitude final da vitória desta Mulher incomparável Mãe, insigne mestra e nossa corredentora.  Quanto mais o mundo tornar-se um deserto, mais Maria habitará no deserto dos corações.
 
Esta vitória de Maria virá sim por mercê de Deus e graça a ela concedida, mas ela como Mãe não quer para si este mérito, nem quer sozinha empreender este último combate. É para isso que ela suscita filhos e filhas valentes, os apóstolos dos finais dos tempos, que serão os executores visíveis do último combate. Estes filhos e filhas de Maria, imbuídos do maior zelo apostólico e tendo numa das mãos a cruz, na outra o Rosário, lutarão até o fim para serem vencedores sobre o exército das trevas, que se tornará cada dia mais terrível, mais furioso, mais cruel e mais assassino. Mas tendo diante de si a Celeste Comandante, cuja luz vinda dos céus é mais brilhante que o sol, estes devotos fiéis de Maria se tornarão invencíveis, eis porque muitos santos e santas dos tempos idos desejaram ardentemente viver este tempo final.
 
Deus o Todo Poderoso, o Pai, Filho e Espírito Santo, não estarão à frente da batalha, como se pode pensar. Tudo que é necessário para derrotar ao dragão infernal e aos exércitos terrenos que lhe obedecem, foi posto a disposição de Maria, força que ela transmite aos filhos em sua maternal e contínua presença. Cada filho ou filha que empunha um Terço com amor e fé, principalmente se reza em grupo e também em família, torna-se neste bravo e valoroso soldado dos últimos dias, porque o dragão que comanda os exércitos das trevas, não sente o efeito de armas físicas, mas se acabrunha e imobiliza diante do grito de guerra dos pequeninos que incessantemente repetem: Ave Maria! Ave Maria! Ave Maria! 
 
Este grito ressoa no inferno como o mais potente dos canhões, e provoca intenso alarido entre os espíritos caídos. Cada Ave Maria é como um martelo a bater no gongo do inferno e que ressoa em eco gritando como um trovão: a Mulher vos esmagará a cabeça! Eis porque o inferno teme tanto a esta oração, sem dúvida hoje a mais rezada na terra. Eis porque tanto se combate a oração do Rosário, até mesmo dentro da Igreja. Isso nos faz ver que todo aquele que é contra as Mil Ave Maria é defensor da cartilha do inferno, senão direta, sim indiretamente. De fato, todo aquele que diz assim: “basta rezar bem uma Ave Maria”, na realidade não reza nenhuma, quanto menos bem rezada. Se ele rezasse uma “bem rezada”, sentiria no coração uma vontade imensa de rezar a segunda, e assim milhares.
 
Assim, através de Maria e enquanto durar esta última batalha, cujos contrafortes agora nós estamos penetrando, sempre o demônio verá revelados e postos a nu todos os seus truques, suas insídias, sua súcias, seus conciliábulos e tramas, porque a humildade extrema dela esmaga o orgulho brutal dos seus inimigos e detratores. E todo aquele que neste tempo final se fizer servo de Maria, em humildade cada vez mais profunda, em amor filial cada vez mais desvelado, com fé sempre renovada e cada vez mais operante, há de ser vencedor com ela. Porque o inferno não será derrotado por Deus e sim por Maria e seus obedientes filhos. Também os exércitos do anticristo, com todos seus assombrosos arsenais e bombas, serão derrotados não por armas e canhões que cospem fogo de ódio, mas pelo Rosário de Maria que lembra o amor. Será desbaratado pelas Aves Maria, que já hoje ressoam e fazem tremer até o infinito. Não vemos ainda, mas já ruem os bastiões dos inimigos de Deus! E nossos!
 
Estes apóstolos de Maria, suscitados nos últimos tempos, como seus servos fiéis e a ela consagrados, confiados plenamente em seu amor maternal, hão de receber do Céu as mais inefáveis e profusas graças, como torrentes do amor de Deus, e munidos deste arsenal indestrutível haverão de romper todas as barreiras que nos separam do Reino. Há que confiar e consagrar-se fielmente a Maria, não como deusa, mas como simples criatura e como Mãe, porque se Deus a fez excelsa e Rainha é para efeito de seu beneplácito, não porque Maria assim o desejasse ser. Então a derrota do inferno não virá pelo império da poderosa Rainha do Universo, mas pela simples Mãe e Senhora, a humilde serviçal, a escrava das servas do nosso Deus. Haverá melhor meio de se castigar o inferno ufano do que sendo ele vencido pela humildade?
 
Meus bons amigos agora é o tempo da maior colheita de graças jamais visto desde que o homem existe na face da terra. Ó como os santos antigos suspiravam por este dia. E cada um de nós, hoje vivo e ativo, tem a possibilidade de mergulhar neste dilúvio de graças, basta colocar-se amorosamente sob a proteção maternal de Maria. Jesus, nosso Deus e Senhor, armazenou em seu coração misericordioso um volume tão intenso de graças, que se fossem apropriadas por todos os homens, nenhum deles se perderia. Mais que isso, todos iriam aos Céus tão carregados de graças, que fariam santa inveja aos santos já glorificados, tamanha a profusão e a intensidade delas. Infelizmente há graças para todos e todas passam pelas mãos se Maria, mas poucos querem se apropriar delas.
 
O profeta Daniel disse muito propriamente a respeito do nosso tempo: “os que tiverem sabedoria e levarem para muitos o conhecimento, fulgirão como estrelas no céu”, e isso por toda a eternidade. E sem dúvida 100% de todas estas estrelas dos tempos finais serão aqueles que agora se colocarem totalmente a disposição de Maria. Mais que isso, eles viverão por toda a eternidade, muito mais próximos da Mãe de Deus do que qualquer outro ser já criado, anjo ou homem dotado de alma imortal. Certamente que será fantástico morar com Deus, mas ainda mais incrível é viver com Jesus e Maria, porque ninguém como essa Mãe extremosa está mais próxima de Deus. Sim, estando pertinho de Maria, se estará muitos passos adiante, mais próximos da Trindade Santa. Eis porque estas estrelas terão maior brilho: porque morarão mais próximas do trono do Altíssimo.
 
E você, que agora lê este texto, tem duas escolhas: ou ficar parado em sua modorrenta vida, acabrunhado por problemas cotidianos, apegado ao mundo e aos seus teres, ou aos seus títulos que passam, ou tomar o caminho contrário. Falo em desapegar-se de tudo, e tudo para o bem das almas e da salvação eterna. Falo em semear a boa semente, mesmo que à undécima hora, porque será farta a colheita do Pai, só a Ele a colheita. Para isso basta seguir fielmente aos conselhos desta Mãe amorosa, a insigne professora de Jesus, que ela carinhosamente nos levará ao triunfo, junto com ela, e tudo para a glória de Deus.
 
Hoje o dragão infernal vomita um rio de águas pestilentas contra nossa Mãezinha, mas a verdade é que quanto mais ele forçar em destruí-la, mais ela brilhará. Ele pode até quebrar as imagens dela, em todo mundo, mas quanto mais ele a atacar, mais os filhos se apegarão nela. Porque, de fato é tão grande o mistério de Maria, que se o próprio Jesus – manso e humilde de coração – for atacado pelos pagãos e hereges, e com Ele também Maria, milhões de filhos haverão de se sensibilizar mais pela Mãe, do que por Seu Filho. Primeiro porque Deus quer que assim seja, e segundo porque a Mãe trás secretos afetos em seu coração, destes que podem tornar valentes aos mais medrosos filhos, e tornar aos tímidos em verdadeiros leões, contra os que se atrevem a ofendê-la. Muitos destes filhos e filhas darão sua vida por Maria!
 
De certa forma se pode dizer que Deus já fez a Sua parte, e Ele agora quer que nós façamos a nossa. Ele então se haverá de “retirar” do campo de batalha, deixando tudo nas mãos de Maria, dela e de seus filhos, devotos e fiéis. O fato é que no fundo os exércitos das trevas se irão desbaratar sozinhos, os homens maus se destruirão a si mesmos, porque foram eles que desencadearam as forças destruidoras que os irão exterminar. Da mesma forma os demônios, em seu ódio infrene, já instruíram mal os homens, e cometerão novos erros no futuro, de modo a verem esfacelar-se tudo aquilo que intentaram construir. Como disse um santo: um dia o próprio Lúcifer terá de reconhecer que tudo aquilo que ele intentou fazer de mal, contribuiu apenas para o bem dos filhos de Deus. Isso mostra a infinita diferença entre o dragão e a Mulher.
 
Assim, não há tempo a perder. Vou ser bem claro, direto e vigoroso no termo: toda a família, que desde agora, não tirar um tempo de 20 minutos diários, para unidos, rezarem o Terço, com Maria, pode preparar seu coração para a divisão, a dispersão, o sofrimento. Eu não tenho medo de errar sendo assim duro, porque o Rosário é nossa arma, a mais poderosa de todas as armas que já foram inventadas. Que todas as famílias, todos os dias, renovem sua consagração à Mãe de Deus, e se refugiem, cada vez mais profundamente sob o manto protetor de Maria. Quem estiver sob este aconchego, jamais será atingido na alma. Todos eles ganharão o Céu, com todas as suas famílias. E muitas destas famílias terão a imensa graça de viver a fascinante aventura da Nova Terra, ainda aqui. Ó quantos mistérios nos aguardam!
 
Lembro que o Manto de Maria cobre apenas 1/3 parte do planeta terra. Isso significa que ele cobre só 1/3 parte dos filhos e filhas de Deus, os que se decidirem por estar com Maria. É óbvio que haverá um lugar no Céu para todos os que assim o desejarem, mas tenham plena certeza de nesta Nova Terra que virá não há lugar para ninguém que não seja devoto fidelíssimo da Mãe de Deus. O que exclui todas as seitas e outras religiões. Justo eles que se acham os “arrebatados”, como erram em seus cálculos.
 
Enfim, quem estiver com Maria, não precisa temer nada. Ela sempre o levará para seu Filho Jesus, pois como disse são Bernardo: quem está com Maria, jamais se desvia! E para estes filhos dela, termino com um canto que sempre rezamos em nossas caminhadas: salve lírio branco da Trindade, Rosa brilhante que embeleza os Céus! Tua presença na hora da morte alegrará quem for devoto teu! Quero morrer cantando os teus louvores, qual rouxinol que expira ao por do sol! Quando eu partir da minha humilde vida te cantará meu pobre coração.
 
Então é como Jesus nos pede doravante: Ave Maria nos lábios e Maria no coração! Um infinito de felicidades aguarda adiante os devotos de Nossa Senhora
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(Aarão)