ORIGEM DAS ESPÉCIES - 150 ANOS - Comemorar o quê?

Edson Camargo -
Nem os evolucionistas, nem a humanidade em geral, têm o quê comemorar com os 150 anos da publicação da primeira edição do livro A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Os primeiros, com um mínimo de honestidade intelectual, devem perceber que, ao longo deste século e meio, pulularam fortes objeções às suas mais preciosas convicções.
 
Da gritante ausência nos registros fósseis (alguns até falsos, forjados) até à fragilidade metodológica da Datação Geralmente Aceita (DGA), (imprescindível para defender uma idade da Terra muita alta, condição necessária — mas não suficiente — para a evolução), sem falar no tiroteio teórico existente entre darwinistas clássicos, os heterodoxos e de outras linhas evolucionistas. Entre eles há autores chegando a dizer que o evolucionismo nem sequer é uma teoria, como Robert Peters. Enfim, a situação deles é complicada.

Sim, no imaginário coletivo, a força do evolucionismo é grande. Muita gente ainda confunde acreditar em dinossauros com acreditar que uma ameba virou macaco, e o macaco virou homem. É entre os leigos que eles desfrutam de outro triunfo, mais fácil de desmascarar, contudo: fizeram o povo pensar que há um problema grave com o fato de uma teoria científica, como é o caso de sua principal “rival”, o criacionismo, ter inspiração religiosa.

Mas não há nenhum problema real de ordem científica nisso, e, na verdade, o mesmo se aplica ao evolucionismo: Darwin apenas deu uma roupagem ateísta e científica a uma velha crendice gnóstica (o que Marx fez com o socialismo, que muito antes dele já inspirava as conversas de velhos círculos ocultistas, teosóficos e espíritas europeus. Acorde para a vida, “esquerda cristã” ignorante!).

Para piorar, autores como Richard Dawkins, querendo transformar a teoria em fato e chegando a conclusões grosseiras por meio de argumentos pseudo-filosóficos que beiram a infantilidade intelectual (vejam o que tem a dizer Alvin Plantinga, Alister McGrath ou William Lane Craig a respeito), envergonham e descredibilizam ainda mais o representantes sérios do evolucionismo. “Não me confunda com ele”, disse um cientista ateu para McGrath.

Para a humanidade em geral também, nada a comemorar. O evolucionismo contribui para dar ares de cientificidade ao racismo. E aí estão os textos de Darwin e de discípulos seus como Haekel e Huxsley. Também transformou em “verdade científica” o que há de mais irracional: algumas das piores ideologias. Estas, por definição, desprezam a mediação empírica com a realidade. Como negar o apoio da teoria da evolução ao socialismo, esse monstro que gerou mentalidades, governos e outras instituições genocidas? Como negar as ligações entre o nazismo e essa teoria, além do fato do nazismo nada mais ser do que uma derivação nacionalista alemã do socialismo?

Também não há como negar que, mesmo tendo origens no gnosticismo, a teoria da evolução foi talvez a principal causadora da cisão entre a ciência e a fé na mentalidade moderna. Não foram poucos os que perderam a fé graças a essa falsa dicotomia, que, mesmo em muitos dos mais inteligentemente espirituais, reduziu suas certezas a um fideísmo (usar a razão para afirmar, sobre a fé, que fé e razão não se misturam) tosco que emburreceu as massas, e jogou o homem moderno num vácuo espiritual e num labirinto cognitivo do qual grandes contingentes de cristãos ainda têm dificuldade em encontrar a saída.

Fonte: Profeta Urbano
Divulgação: www.juliosevero.com
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OBS: Já escrevi muitos artigos sobre este tema, alguns com verdadeiro sarcasmo e sempre para mostrar o imenso absurdo de chamada evolução das espécies. Para quem acredita em Deus, parece um extremo da loucura negar a evidência de um Criador, de um Ser Onipotente, capaz de criar turo e fazer desaparecer tudo, com um simples ato da sua perfeita Vontade. Evolução é loucura! Acaso é absurdo! 
 
Não existe evolução, nem acaso, e tudo aquilo que aparentemente induz a pensar desta forma, nada mais é que a perfeição criadora e continuada do Altíssimo, que não somente dá forma e vida a tudo o que existe, mas também mantém com infinito poder a todo este processo criador. Quero dizer, a criação não partiu de um ato estático de Deus e parou no tempo, deixando tudo ao acaso para que evoluísse, mas se trata de um processo continuado que apenas se confirma e se perpetua no mesmo Deus Criador.
 
Deus continua criando, inclusive espécies novas, e continua alterando e adaptando as características dos seres vivos e até mesmo da matéria, pois nenhum grão de pó se move, nem pelo vento, sem a autorização do Criador. Da mesma forma os seres vivos, somente pulsam e se movem, e se multiplicam, e se adaptam aos meios em que vivem, porque são acompanhados ininterruptamente por Aquele que os mantém vivos. E isso inclui até mesmo aos homens que O negam!
 
Nenhum ser vivo sequer respira sem Deus. Ele é a consciência eterna do Ser, eis porque Ele diz: EU Sou aquele que é! Não tem definição nem oposto, não teve começo nem terá fim. Para Deus nada é impossível. Ele apenas estala o dedo, e numa fração, todo o Universo desparece, com tudo o que ele contém, como se nunca tivesse existido. Ele estala de novo, e o Universo se duplica, como se nunca tivesse acabado. Basta que Ele diga: faça-se!
 
Quem, mesmo que no último sopro de vida não reconhecê-lO, pode preparar sua alma para o suplício eterno. Acaso é invenção de Lúcifer, que por acaso está no inferno. Este é o lugar dos pertinazes, teimosos e odiosos inventores de teorias, que visam negar a necessidade de um Criador, capaz de um projeto tão perfeito como o que mantém em curso o Universo. Aarão