PADRE PIO E A MISSA NOVA

Um aspecto pouco conhecido da sua santidade:

A sua recusa clara e nítida da reforma litúrgica e do “aggiornamento” do Concílio Vaticano II .

[Por ocasião da recente canonização do Padre Pio, publicamos a seguir um extrato do artigo do frei João, capuchinho de Morgon, França (artigo publicado na Carta aos amigos de São Francisco, nº 17, de 2 de fevereiro de 1999)]:

Modelo de respeito e de submissão a seus superiores eclesiásticos e religiosos, em particular por ocasião das perseguições contra ele próprio, o Padre Pio de Pietrelcina não podia ficar mudo ante um desafio nefasto à Igreja.

Antes mesmo do fim do concílio, em fevereiro de 1965,anunciaram-lhe que seria preciso em breve celebrar a missa segundo um novo rito “ad experimentum”, em língua vulgar, e elaborado por uma comissão litúrgica conciliar para responder às aspirações do homem moderno.

Antes mesmo de ter o seu texto sob os olhos, escreveu imediatamente a Paulo VI, pedindo-lhe fosse dispensado dessa experiência litúrgica e pudesse continuar a celebrar a Missa de São Pio V.

Tendo-se o cardeal Bacci deslocado para lhe levar estaautorização, Padre Pio deixou escapar esta queixa para o enviado do Papa: “O Concilio, por piedade, acabai com ele depressa!”

No mesmo ano, na euforia conciliar que prometia uma “nova primavera”para a Igreja e para o mundo, confiava a um de seus filhos espirituais: “Rezemos nesta época de trevas. Façamos penitência pelos eleitos.”E sobretudo por aquele que deve ser o supremo pastor da Igreja católica: toda a sua vida ele “se imolará” pelo Papa reinante, cuja fotografia figurará sempre entre as raras imagens da sua cela.

Quão significativas outras cenas: estas reações em face do “aggiornamento” que as ordens religiosas assimilaram no dia seguinte ao Vaticano II (citações extraídas duma obra munida de Imprimatur):
 
“O Padre Geral (dos franciscanos) veio de Roma antes do capítulo especial para as constituições, em 1966, para pedir ao Padre Pio orações e bênçãos. Encontrou o Padre Pio no corredor do convento: ‘Padre, vim para vos recomendar o capítulo especial para as novas constituições...’ Apenas ouviu “capítulo especial”, Padre Pio fez um gesto violento e gritou: ‘Não são senão parlapatices e ruínas!’— ‘Mas que quereis, Padre? As novas gerações... os jovens evoluem à sua maneira... há novas exigências...’ — ‘É o cérebro e o coração que faltam, eis tudo, a inteligência e o amor’.”

Em seguida avançou para a sua cela, deu meia-volta, e apontou o dedo dizendo: “Não nos desnaturemos, não nos desnaturemos! Quando Deus nos julgar, São Francisco não nos reconhecerá como filhos!”

Um ano depois, a mesma cena para o “aggiornamento” dos capuchinhos: “Um dia, confrades discutiam com o Padre Definidor Geral sobre a Ordem, quando o Padre Pio, tomando uma atitude espantosa, se pôs a gritar ao mesmo tempo que fixava o olhar longe: “Mas que estais prestes a fazer em Roma? Que combinais vós? Quereis mesmo mudar a Regra de São Francisco!”
 
E o Definidor diz: “Padre, propõem-se estas mudanças, porque os jovens nada querem saber da tonsura, do hábito, dos pés descalços...” — “Expulsai-os! Expulsai-os! Mas quê? São eles que vão fazer um favor a São Francisco ao tomar o hábito e ao seguir o seu modo de vida, ou é antes São Francisco que lhes faz um grande dom?”

Se se considera que o Padre Pio foi um verdadeiro alter Christus, que toda a sua pessoa, corpo e alma, foi tão perfeitamente conforme quanto possível à de Jesus Cristo, esta recusa nítida das inovações da Missa e do "aggiornamento” deve ser para nós uma lição que reter.

É também notável que o Bom Deus tenha querido lembrar-se dele, seu fiel servidor, pouco tempo antes da imposição implacável das reformas do Concílio no seio da Igreja e da ordem capuchinha. E que Katarina Tangari, uma das suas filhas espirituais mais privilegiadas, tenha apoiado tão admiravelmente os padres de Ecône até à sua morte, um ano após as sagrações episcopais.

E Padre Pio ainda era menos complacente em face da ordem — ou antes da desordem — social e política: “confusão de idéias e reino dos ladrões” (em1966). Profetizou que os comunistas chegariam ao poder “por surpresa, sem desfechar golpe... Nós nos daremos conta disso da noite para o dia”.Chegou a precisar até, a Monsenhor Piccinelli, que a bandeira vermelha flutuaria sobre o Vaticano, “mas isso passará”.

Ainda aqui a sua conclusão coincide com a da Rainha dos Profetas: “Mas por fim o meu Coração Imaculado triunfará!” Como? Pela onipotência divina, certamente, mas provocada pelas duas grandes forças do homem: a oração e a penitência.

Foi a grande lição que Nossa Senhora nos quis lembrar com insistência, em Fátima, no princípio deste século: Deus quer salvar o mundo pela devoção ao Coração Imaculado de Maria, e não há nenhum problema, material ou espiritual, nacional ou internacional, que não possa ser resolvido pelo Santo Rosário e pelos sacrifícios. (Gentileza Paulete)

 

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OBS. Como todos sabem o Padre Pio, cuja memória celebramos hoje - 23 de setembro -  foi um dos homens mais fantásticos que jamais pisou neste planeta. A bem da verdade, se tivesse que escolher não tenho dúvida em colocá-lo entre os 10 maiores de fato e de direito.

 

 Este texto acima mostra seu desespero quanto ao Concilio Vaticano II, inteiro, não somente em partes, e tendo a vista a santidade e a clarividência deste grande Santo, não precisamos sequer tomar em mãos e ler qualquer documento conciliar, para dizer que, ao invés de darem início à uma nova primavera na Igreja a levaram, na verdade, ao começo do Calvário. Foi o concílio vaticano II que soprou a fumaça de satanás para dentro da Igreja.

 

Padre PIo sempre foi contra a Missa atual, que de fato conseguiu banalizar o mistério da Cruz, e em muitos casos realmente voltar a crucificar Cristo. E até na Missa os seus inimigos o perseguiam, com ódio brutal e insano.

 

A profecia dele de que os comunistas colocarão sua bandeira no topo da Basílica de São Pedro é certamente corroborada com muitas outras, mas como ele disse: será por pouco tempo. E por tudo o que sei e sinto, será por tão pouco tempo que os soldados que fizerem isso, não chegarão em casa para comemorar. Vem antes deles hegarem o dilúvio de fogo, da santa, justa e fulminante ira de Deus. Nem Rússia, nem China, nem Maomé terão tempo de celebrar seu feito.

 

Frei Pio viu também as tramas dentro do Vaticano, que culminariam com entrega do trono de Pedro aos inimigos da Igreja, aqui mais uma vez, por um curto tempo. Como está dito no Apocalipse, subitamente um sopro vindo de Deus ressuscitará a Igreja, porque ela é indestrutível, Jesus nos prometeu isso.

 

A grande imitação de Frei Pio que podemos seguir hoje é nunca criticar os nossos padres, apenas rezar por eles. Sua atitude neste sentido conseguiu que todos os seus inimigos do clero conseguissem a salvação, um dele foi habitante da torre. E a nossa atitude também levará a salvar muitos sacerdotes.

 

De fato a Mãezinha já nos disse que sim, um dos lugares mais elevados do Céu é destinado aos sacerdotes, mas tem lugar mais alto ainda, qualquer pessoa que salve um deles da perdição eterna. Lembro que muitos dos padres que hoje são causa maior da ruína da Igreja, um pouco adiante darão a vida por ela, e não serão poucos, pois satanás os odeia.

 

Até mesmo dentre os cardeias de Roma, alguns dos que abriram as portas dela ao inferno, haverá mártires que serão lavados e purificados no próprio sangue. Será esta forma, o martírio de sangue, que os salvará. Infelizmente nem todos se irão salvar, porque, pelo menos um deles tem seu selo fixado nas Escrituras como réprobo eterno, falo daquele que se declarar antipapa. Nem a oração salva este!