VOCÊ É UM CATÓLICO PRATICANTE?

VOCÊ É UM CATÓLICO PRATICANTE?

Muitas vezes escutamos alguém dizer que é “católico praticante“, ou também os que dizem que são católicos “praticantes“, ou também há quem diga: “Sou católico, mas não sou praticante.”

 

Pensando nestas frases tão ouvidas. Tratei de verificar o que na realidade se quer dizer e, em definitivo, a quem podemos dizer ser um “católico praticante.”

A primeira coisa que, geralmente, se constata, é que, quando alguém diz que é católico, porém que não é praticante, geralmente está se referindo a que não costuma ir habitualmente à igreja, não participa da Missa, etc. Com isso, deveríamos pensar que quem participa da Missa, é seguramente um “praticante” como católico.

Na realidade, ser católico praticante é muito mais que participar da Missa, fazer “minhas” orações, ou ir à igreja. Tudo isso é necessário para poder encontrar o alimento e a força para, depois, na nossa vida cotidiana, poder chegar à prática dessa fé católica que temos. Portanto, ser praticante, creio que é demonstrar a santidade em cada momento de nossa vida, quando posso ir à igreja, sobretudo, nas minhas tarefas habituais, com minha família, em minhas atividades, em meus estudos, em minha diversão, e no meu descanso.

Sabemos que de nada valeria nossa presença num templo, se depois nos decidimos por outro caminho totalmente diferente. Ser praticante é levar uma vida o mais coerente possível com a fé que professamos, e que, afinal, é a busca da imitação de Jesus, o Qual é a revelação de Deus e a Quem devemos seguir. Devemos mostrar com nossas atitudes, a cada momento, que Jesus é o centro de nossa vida, que pertencemos à Igreja que Ele fundou e que o fato de ser praticantes não deve consistir na repetição de determinados ritos, em cumprir algumas prescrições ou em freqüentar determinados lugares e em certos dias.

Isso fará com que não nos custe tanto viver esses momentos como pessoas de fé. Vemos e escutamos muitos exaltarem seu “título” de católicos, porém, mais que pregá-los, dever-se-ia pensar se cada uma das atitudes que tomamos, se nossas decisões, se nossas palavras, se nossos gestos são de pessoas que pertencem à Igreja Católica, ou, muitas vezes, não são mais que “títulos vazios” com os quais, inclusive, pretendemos tranqüilizar nossas consciências. Hoje, mais que nunca, é necessário o testemunho dos católicos, daqueles que, em cada momento da sua vida, em cada lugar que lhes toca, na vivência das suas responsabilidades e obrigações, mostrem aos demais que é possível viver de acordo com a fé que possuímos, capacitados pelo Espírito Santo de Deus.

Então, sim, estou seguro de que poderemos dizer que há “católicos praticantes.”

Eu sou um, e você?

 
Pe. Oscar Pezzarini