ELOGIO À LÓGICA DE SÃO JOSÉ - São José Operário

Desejoso de eliminar o caráter revolucionário do "Dia do Trabalho", feriado civil comemorado em muitos países do mundo a 1° de maio, o Papa Pio XII resolveu transferir para esse dia a festa do Patrocínio de São José, anteriormente celebrada no mês de abril.

 De fato, em São José se harmonizam perfeitamente duas condições muito diversas, a de Príncipe da Casa de Davi e a de operário; e assim também, numa sociedade cristã, devem conviver, harmonicamente e sem conflitos, pessoas de classes sociais distintas, todas colaborando entre si na prática das virtudes cristãs da justiça e da caridade.



ELOGIO À LÓGICA DE SÃO JOSÉ

 

São José deveria ser o modelo de cada esposo e de cada pai católico.

É óbvia a preocupação dos autores do Novo Testamento, de silenciar sobre Maria e José, para evitar que pessoas com dificuldade de interpretação, passassem a adorar esses Santos maiores, o que seria o começo da derrocada do Cristianismo, cujo sinônimo perfeito é, de há muito, Catolicismo.

 

Mas é óbvia, também, a perfeição de suas condutas.

Por isto, neste mês de maio, escolhemos um texto que faz elogio à lógica de São José, do qual tudo de bom se pode dizer.

São José, que embora carpinteiro, é modelo de príncipe, uma vez que era de nobre linhagem, era descendente da Casa do Rei Davi.

Mas qual foi um lance da vida de São José em que ele levou a lógica até o heroísmo ?

 “Foi o episódio muito conhecido, quando ele viu que Nossa Senhora tinha concebido um filho do qual ele não era pai. O Evangelho aborda o assunto. Ele foi colocado diante de uma situação absurda, pois Nossa Senhora era evidentemente santa.

Disso ele não podia duvidar, porque a santidade dEla reluzia de todos os modos possíveis. Mas, de outro lado, estava criada uma situação que ele não conhecia, e com a qual ele não podia conviver. Em vez de denunciá-La como ordenava a Lei hebraica, ele pensou na única saída lógica: ‘Quem está de mais nesta casa não é essa Mãe, que aqui é a dona e rainha; nem o filho que Ela concebeu.

Alguém está de mais, e esse alguém sou eu. Vou abandonar a casa e sumir. Não compreendo tal mistério, mas contra ele não me levantarei. Passarei meus dias longe, venerando o mistério que não entendi’.

 “E resolveu, quando fosse meia-noite, abandonar a casa, fugir, deixando Nossa Senhora com o fruto de suas entranhas.

  

Diante do incompreensível, a lógica do castíssimo Esposo. 

“Considerem a calma de São José. Essa calma, só os homens lógicos a têm. Ele tinha que abandonar o maior tesouro da Terra, que era Nossa Senhora. E isso representava um sofrimento imenso, inimaginável. O Evangelho narra que ele estava dormindo, quando apareceu o anjo em sonho e lhe deu a explicação.

Andando ele com isto no pensamento, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonhos, e lhe disse: José, filho de Davi, não temas receber em tua casa Maria, tua esposa, porque o que nela foi concebido é (obra) do Espírito Santo. Dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus, porque Ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1, 20-21).

“Assim, antes desse lance tremendo, São José dormia. Ele ia viajar e deveria preparar-se, repousando para tal viagem. Vergado por um enorme sofrimento, entretanto ele dormia. O anjo apareceu-lhe e explicou a situação. Ele continuou o sono. Amanheceu e a vida prosseguiu normalmente. Suma normalidade, suma coerência, suma lógica! Em louvor da lógica de São José, este rápido comentário que representa um elogio à lógica”.